quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A madrugada me conduz

Noite passada, dormi cedo como se faz em sítio ( pelo menos no tempo da minha avó). Deitei e acabei dormindo antes mesmo do sol se despedir. Nem vi o crepuscúlo, algo que tenho acompanhado por dias, aquela hora mágica de nem dia, nem noite e céu rosado.
Enfim, na madrugada acordei. E foram umas 3 horas rolando pra lá e pra cá. Costumo funcionar melhor na madrugada. É quando crio situações na minha cabeça, ora de agradáveis conversas, ora de discussões homéricas.
Essa noite não consegui terminar a minha conversa. Simplesmente por que não havia argumentos nem justicativas.
Acordei com a pergunta na cabeça: Ok... É isso que realmente quero? Arrumar mais problemas quando há tantos ainda sem solução?
E essa pergunta vai permanecer por dias a fio, sem a resposta que quero, entre o sim e o não.
Ando inconstante demais. Ando instável demais. E isso não é bom. Preciso urgentemente de normalidade para 2010.
E a pergunta em questão, tá longe me trazer normalidade para minha vida.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

The question is...

Anda fazendo um calor do cão nessa terra de meu Deus ( tenho dúvida se Deus não esqueceu o termostato dessa cidade ligado ás vezes) e eu não funciono bem no calor.
Festas de final de ano também colaboram para um aumento consideravelmente desesperador na balança. Engordei tanto que meu IMC passou de 16,8 para 18,6. Isso não é bom. Logo meu número 36/38 fica pra trás. E lá vai eu sofrer até o meu aniversário em janeiro pra perder os quilos a mais.
Também ando tendo sonhos estranhos. E lá vem os significados deles. Na noite do dia 25 sonhei com água benta, lua, boneco de pano. Não citarei o nome do boneco aqui, mas parecia que eu estava fazendo um voodoo do bem. Vá entender!
Dia 26 recebo uma visita que não esperava. Lá vai eu tentar juntar o sonho do dia 25, com a visita do dia 26. Pensa daqui, pensa dali, muitos "serás?" depois, cansei.
Ainda tem o ano novo essa semana e junto com a virada mais uma expectativa, e não quero pensar nessa expectativa.
A semana vai ser corrida e quando ver BUM! Janeiro já está ai. A soluçao é não pensar e deixar rolar.
Agora diz isso pra minha ansiedade que fica me cutucando de 5 em 5 minutos. Bleh...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

In the end

"I tried so hard
In spite of the way you were mocking me
Acting like I was part of your property
Remembering all the times you fought with me
I'm surprised it got so [far]
Things aren't the way they were before
You wouldn't even recognize me anymore
Not that you knew me back then
But it all comes back to me [in the end]
I kept everything inside
And even though I tried
It all fell apart
What it meant to me will eventually be a
memory of a time when

I tried so hard and got so far
But in the end, it doesn't even matter
I had to fall to lose it all
But in the end it doesn't even matter

I've put my trust in you
Pushed as far as I can go
for all this
There's only one thing you should know."


"O quanto eu realmente tentei
Apesar do jeito que você estava me gozando
Agindo como se eu fosse parte da sua propriedade
Lembrando-me de todas as vezes que você brigou comigo
Eu estou surpreso que isso chegou tão longe
As coisas não são do jeito que eram antes
Você nem ia me reconhecer mais
Não que você me conhecesse há uns tempos atrás
Mas tudo volta para mim no fim
Eu guardei tudo dentro de mim,
e embora eu tenha tentado,
Tudo desmoronou
O que isso significou pra mim será eventualmente
uma lembrança de um tempo quando

Eu tentei tanto
E cheguei tão longe
Mas no fim, isso não tem importância
Eu tive que cair para perder tudo
Mas no fim isso não tem importância

Eu depositei minha confiança em você
Fui até onde eu pude ir
E para tudo isso
Há só uma coisa que você deveria saber."
( In the end Linkin Park)

No final, realmente não valeu a PENA.

domingo, 20 de dezembro de 2009

I don't mind - 2010

" That's if you don't mind, I don't mind."


"É hora de fazer tudo o que sempre quis. E é maravilhoso ver que tudo o que sempre quis é simples, belo, acessível, fácil, do bem."
(Caio Fernando Abreu)


Porque esse misturança de música com Caio Fernando Abreu? Porque a música é algo bem entalado na garganta que alguém deveria ouvir, e Caio Fernando Abreu é o que descreve o que quero para o próximo ano.
Como li em uma camiseta:

"Que se foda 2009! Que venha 2010!"

2009 não foi um ano muito "easy". Porém teve suas compensações. Fui a lugares que não conhecia e amei, conheci pessoas que conhecia virtualmente e finalmente pude dar um abraço forte, ( Sandra Timm, Lucas Timm e super Tad) eliminei algumas etapas de estudo que durariam mais tempo e sinceramente estava desanimada para seguir em frente ( agradeço a Cah, minha irmã que me obrigou a sair da cama no dia das provas, mesmo com chuva.)
Me surpreendi com pessoas, me decepcionei com outras, chorei, ri, senti raiva, quis matar, quis morrer. Tive amigos inesperados que surgiram em momentos essenciais pra me tirar do buraco e ver que tem vida lá fora ( Marcelo, não esqueça eu sou a madrinha do seu casamento!).
Deixei de amar, senti alívio, e amei de novo. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, fui traída, mas não trai. Esqueci, perdoei, lembrei a traição, chorei, senti raiva. Quis morrer de novo. Quis matar de novo.
Presenciei atos de coragem, presenciei atos de covardia. Cometi erros, acertos. Briguei. Fiz as pazes. Sonhei, acreditei, desacreditei. Fiquei em dúvidas, tive certezas, me fiz perguntas, perdi e achei respostas. Desisti algumas vezes, persisti em outras. Tive o pé no chão muitas vezes, me iludi em outras tantas.
Cresci. Me isolei e quis as pessoas por perto. Tive paciência, perdi a paciência, quis fugir. Senti paz e ansiedade no mesmo momento. Me preocupei com pessoas que não deram a mínima. Deixei de me preocupar. Senti calor, senti frio não importando a estação do mês. Tive conversas excitantes, cerebrais, sentimentais ( Tio Bu, essa é pra você). Reergui e reconquistei amizades, ganhei uma irmã de coração ( Kitcha, em 2010 é nóix!). Tive fé, perdi a fé, recuperei a fé. E esperei. Na verdade, espero. Ajeitei namoros, ganhei filhos postiços, fui a mãe mais descolada e legal da escola. E penso que mesmo com problemas, altos e baixos, meu livro da vida está indo bem. Cresço e envelheço a cada dia como se deve ser. E quero mais, muito mais.
2010 vem aí... E no próximo final do ano terei crescido mais, aprendido mais, ganhado algo e perdido algo. Mas estarei inteira, viva, aprendendo. Tudo isso, se Deus quiser.

Então, diferente do título desse post, e da frase dessa música, muito me importa o que irá acontecer em 2010.
O que não me importa realmente, são as tantas vezes que me senti mal em situações difíceis. Sejam elas causadas por pessoas, ou por escolhas impensadas, precipitadas. No final das contas, estou melhor, e levantei mais forte. E é isso que me importa. O resto, "I don't mind..."

Se não aparecer mais por aqui esse ano, que todos nós tenhamos uma maravilhosa noite no dia 31!

Tudo o que eu deveria dizer...

Lendo outro blog que acompanho, descobri "lá" algo que gostaria muito dizer para alguém. Com algumas modificações feitas por mim, estão as palavras exatas que, gostaria que "alguém" soubesse:



"Eu gosto de você porque você segue um ritual tradicionalmente perfeito quando me vê: bebe, manda uma mensagem ou liga e, em poucas horas, estamos juntos onde quer que nos encontremos nesse mundo de meu Deus.
Eu gosto de você, na verdade, porque você consegue o perfeito equilíbrio entre ter personalidade e aturar as minhas frescuras mesmo quando, certamente, tudo o que eu merecia era um “você não tem mais 15 anos” ou um sonoro “vai te foder”. Você também tem um jeito de dirigir peculiar. Se distrai no trânsito e eu penso que vai bater no meio fio. Se nada desse certo na sua vida, talvez você fosse um ótimo motorista de ônibus. Estranhamente, eu gosto de você por isso também.
*Você é disposto, determinado, bem- humorado e uma porção de coisas mais diferentes de mim. Porque eu sou preguiçosa, reticente, tagarela extrema 8 ou 80 e explícita na maioria do tempo. Vez ou outra, exercito essa coisa da discrição.
Eu gosto de você porque você não é bonito, nem perfeito nem porra nenhuma de tão bom. Tudo isso só pra que eu não me sinta culpada de nada. Ao contrário, sou antecipadamente desculpada por tudo.
E desculpada sou, porque te conheço tão a fundo sem você saber, e mesmo que você saiba finge que não vê.
Nem tão bonito você é. Você também não é essas coisas de inteligente não, sabe? Também não é burro porque eu não conseguiria amar uma coisa que odeio. Você é você. Inteligência na medida certa porque sabe que tem muito a aprender. Você tem um jeito único, e talvez perturbador. Uma doença corrosiva, mas silenciosa, que vai consumindo a pessoa aos poucos, mas progressivamente.
Eu gosto das suas mãos. Elas são delicadas, estão sempre quentes e tem o toque perfeito. Gosto quando elas me procuram ávidas, ou quando recebo carinho macio. Elas se encaixam perfeitamente no meu corpo.
Eu gosto de você, porque parece inocente, sem ser. Eu gosto de você, porque liga e pergunta se está tudo bem, e mesmo sabendo que pode não estar bem, sabe como me deixar bem quando está por perto.
Eu gosto de você, porque consegue deixar seu cheiro em mim, por dias a fio, me lembrando a todo momento que você existe.
Eu gosto de você, porque não mistura nossos mundos, porque sabe que isso acabaria em escandâlos e julgamentos errôneos se acontecesse, mas quando estamos juntos, o meu mundo, o seu mundo fica do lado de fora mesmo que por algumas horas.
Eu gosto de você porque você já sabe muito sobre mim e eu não quero começar tudo do zero e explicar o que eu sou pra outro, compreende? Porque eu tenho preguiça e isso me consome mais do que ser consumida pela doença você. Aí eu me sento na beira da cama e fico olhando você acender um cigarro enquanto eu só olho você. É muito mais relaxante, ao contrário do que todos pensam. Mas eu acho até que você sabe disso. E sabe tanto que cultiva uma vontade avassaladora de me deixar pra lá. Assim sobra tempo pra também cultivar uma vida decente, mais digna longe de mim e sem tantas maluquices espalhadas por ai nos momentos que esta comigo. Porque eu vou deixando meus pedaços por aí, em você, pra nunca esquecer de mim, mesmo que queira. E eu sei que não esquece.
O que acontece comigo é o mesmo que acontece com todos os seus livros: você sempre pára na metade. Aliás, com todas as mulheres. Você faz uma pilha, junta um monte, mas nunca chega ao final de nenhum. Fico na dúvida se é medo de acabar porque gosta ou vai perdendo o interesse ao longo das páginas. E tudo isso é metáfora.
Parece errado, mas você é tão viciante que dá vontade de voltar. Aí eu volto. Estou quase promovendo você de doença degenerativa à abstinência de entorpecentes. Porque em tudo na minha vida você se encaixa. Na verdade, nada encaixa, mas esse é o verdadeiro encaixe perfeito. Eu saber que você é de todo errado antecipa minha redenção. E você não sabe o quanto eu te agradeço por isso. A cada dose homeopática, a salvação. Sem dramas. "

( Acho que é isso - Amanda Borba)
(* partes modificadas)

E realmente acho que é isso.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Come back when you can

Nunca fui fã de ser Rapunzel. Nem mesmo tenho tranças compridas, porque devido a um erro de uma "profissional" tô mais pra Joana D'arc do que outra coisa. Mas tudo bem, quando os cabelos crescerem, volto a colocar os pés na rua. Até lá, somente por extrema necessidade. No meu momento Joana D'arc, Rapunzel, fico aqui pensando, esperando, com mil teorias.


Quando se tem uma imaginação fértil, imagina-se mil e uma coisas. Não deveria tê-las mas sendo uma criatura imediatista, com o sobrenome "Preocupação" e o apelido "Ansiedade", fico aguardando uma mensagem que não vem. Um sinal no msn de que está tudo bem ( bem não esta, mas pelo menos vivo, espero que esteja).


Para minha alegria de começo de semana, recebo uma notícia. Ouups! Tá quase tudo bem. Só que vem aquela sensação de querer proteger, fazer isso passar logo, sendo que tem que ter paciência e deixar o tempo passar. Ok, esperemos o tempo passar. E depois como fica? O depois não faço idéia. O que sei é o agora. É o agora que me faz falta. O hoje. Do futuro, o amanhã não sei. Fazer planos é até fácil. Mas o hoje como fica? Porque é no hoje onde está o que sinto e o que quero falar. É no hoje que está a falta dos risos, dos abraços, das mãos entrelaçadas, dos dedos brincando, de uma blusa emprestada numa noite fria. É no hoje, que sinto falta dos beijos, da voz, do carinho. É no hoje que me dói a falta do cheiro, do desespero, da emergência de estar junto, das palavras. Dos horários marcados, das mentiras para os encontros acontecerem e da alegria quando eles acontecem. É no hoje que me faz falta as batidas descontroladas do coração, o joguinho de sedução . É no hoje que ele me faz falta.
É no hoje que me faz falta o que já vivi.


Nessas horas me vem uma música bonitinha do Barcelona, que em um trecho diz assim:

"Come back when you can.
Let go, you'll understand.
You've done nothing at all to make me love you less.
So come back when you can.

Come back, I'll help you stand.
Let go and hold my hand.
If all you wanted was me, I'd give you nothing less.
So come back when you can..."


"Volte quando você puder
Deixe ir, você vai entender
Você não tem feito nada para me fazer te amar menos
Então volte quando você puder

Volte, eu vou te ajudar a levantar
Deixe ir e segure minha mão
Se tudo o que você queria fosse a mim, eu não te daria nada a menos
Então volte quando você puder..."

( Come back when you can - Barcelona)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um lugar para chamar de seu

(Pousada do Finca Espirito Santo)

Isso que é um lugar pra se chamar de "seu". Meu sonho de consumo. Moraria ali, sem pes-ta-ne-jar! É só olhar a paz que o lugar oferece, e ver a vontade de se enfiar ali e nunca mais sair!
em vez de um "homem" para chamar de seu, ficaria com um "lugar" assim para chamar de meu.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sem rótulos, sem títulos



"Que vem passando aquela moça?

Mas que caminho tão escuro que vem passando aquela moça?"











Só a moça sabe.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Torre

O Príncipe vê o mundo através da sua torre.
Está tão perto do céu, está tão perto do sol.
Você vê Deus da sua torre, Príncipe?
Você sente Deus, olhando o céu a noite Príncipe?
Rodeado de estrelas...
Não deveria se sentir sozinho, mas ele se sente.

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

O que você quer Príncipe?
Tome o seu tempo, pegue o meu tempo e me explique.
Dê sua mão, pegue minha mão, me explique.
Ela é o que mais de real você sempre teve.
Mas ele prefere descer da torre, e cair no mundo.
Príncipe quebrado, com sua carruagem quebrada.
Porque essa solidão Príncipe?
Você pode ter em mãos tudo o que você quer.
Ou não?

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

Paz de espírito, não se compra Príncipe.
Amor, não se compra Príncipe.
E ele é tão amado...
Aparentemente tão amado.
Loucamente tão amado.
De um amor que ele desconhece.
E o que são todos esses súditos querendo subir em sua torre?
Querem ver o mundo com os olhos do Príncipe e nada mais.
Mas você sabe que eles só querem isso de você, não é Príncipe?
E isso dói...

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

Quando ele desce da torre e vai para o mundo, passeia disfarçado.
Não aceita ser Príncipe, ele só quer ser mais um na multidão.

(Segredo, segredo!
Ninguém pode saber que ele é um Príncipe!)

Ele não quer ser visto como um Príncipe, mas ele é.
Ele esconde seus medos, seus anseios, suas frustações
visitando o mundo de Alice.
O que você afinal quer dela, Príncipe?
Ela é uma plebéia, uma súdita.
Ele encontra paz nos caminhos de Alice.
Ele sabe que ela sempre estará lá para ele.
Mas ela encontra dor nos caminhos dele.
Dores dele, dores dela.
Por isso ás vezes o Príncipe foge da sua torre!
O que você espera encontrar aqui embaixo, Príncipe?

( Segredo, segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

Por muitas vezes o Príncipe sai em busca de aventuras.
Por muitas vezes o Príncipe sai em busca de ilusão.
Entrega-se ao prazer da Bruxa da Neve.
Entrega-se ao prazer de Baco.

(Segredo, segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

No Castelo ele é o Príncipe!
Intacto, educado e perfeito.
Deve ser perfeito.
Porque Príncipes nasceram para serem perfeitos.
Mas ele não quer.
Ele não quer ser Príncipe.
Ele mente, ele encena, ele finge.

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

O Príncipe quer ser aceito.
Mas procura tudo isso de forma errada.

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

O Príncipe é triste, e todos a sua volta fingem uma alegria que não existe.
Até mesmo ele.
Mas isso não é mais segredo, todo o Castelo sabe.
Mas ninguém mais pode saber.







domingo, 29 de novembro de 2009

O mágico inesperado

Raramente o que acontece de inesperado comigo, tem uma conotação ruim. Graças a Deus. Caso contrário estaria literalmente "ferrada". Ontem foi uma noite, foi uma noite assim. Recebi um telefonema. Um telefonema de alguém importante. Um telefonema importante, de alguém importante. Que muitas vezes, já deveria ter deixado de ser importante, mas não deixou. Entre a responsabilidade, o bom senso, e sair e viver um pouco optei por sair e viver um pouco. Deixei a responsabilidade e o bom senso para o resto da semana. "Vou te buscar, agora em 10 minutos, se arruma". Ele consegue de mim o que quer, geralmente. E realmente veio. Entre algumas coisas poucas e boas que aconteceu nesse ano de 2009, essa noite posso dizer que entra para o rol de noites especiais. Até então, nem mesmo música tinhámos... Não tinha uma música pra lembrar "dele". E entre uma noite nublada e fresca, uma lua crescente quase cheia, sem barulho, somente nós e alguns amigos dele ( que tive o prazer de conhecer), escutei, melhor escutamos uma música bonita. Um refrão mais bonito ainda. Que tive a graça ( realmente achei fofo) de escutar ela sendo cantada, literalmente ao "pé do ouvido".
Se foi sincero? Não sei. Talvez no momento, ali, naquela hora, sim, nem antes ou depois . E o que vale na vida são os momentos e as incertezas depois, certo? Certo... Tenho convivido com elas, há muito, muito tempo. E mais tarde outra surpresa. Dormir nos braços de quem se gosta e esquecer do mundo é o que de melhor há.
Esse foi meu momento mágico de 2009. Talvez haja mais, talvez não. Foi o momento pra ser guardado na parte boa da memória, das lembranças. Se tiverem outras, a tendência é serem melhores. Assim, realmente espero. E cada uma é única. Cada uma será única. A vida não teria graça se não fosse assim. A vida não teria graça se não fosse inesperada.

Música do meu momento inesperado:

Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?

Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...

Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...

Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...

Só sei viver
Se for por você!

(Djavan - Oceano)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Neutra

Certa vez eu vi em um blog interessante, algo como rir de uma situação nonsense.
Era isso :

"Não é tão raro assim eu ficar com cara de idiota, mas felizmente na maioria das vezes, o faço de propósito.
Há uma certa beleza no nonsense. Em parecer cretino quando na verdade o cretino é o outro. Talvez seja isso que chamam de cinismo, você rindo-se por dentro do apatetado interlocutor que acha que você é um trouxa. Na verdade os dois são trouxas e pensam que enganam um ao outro.
Mas toda a graça do negócio é você ter consciência de que não é assim tão tolo quanto o outro pensa, mas finge ser, para ver até que ponto ele embarca em sua loucura, entregando assim o jogo de que o idiota é ele."
( Do blog Girassol falante)



Isso aconteceu comigo. Estava eu, assistindo filme. E sempre deixo aberto essa bagaça. Quando volto, acontece uma situação dessa natureza.
Em outros tempos, eu ficaria muito "puta da cara" se algum ser resolvesse subestimar minha alta e nobre inteligência e esperteza. Nos dias de hoje e com um maior amadurecimento dos neurônios, ou a dita e famosa "experiência" eu leio, analiso e... rio.
Rio muito porque, vejo que a pessoa está mais perdida do que eu. Não me conhece o suficiente, na verdade nem o mínimo. E julga que qualquer "balela" e papo furado, bummm! "ela caiu novamente".
As possibilidades de, pensar que me convenceu, são grandes. Eu faço até com que acredite nisso, sério. Me faço de boba e total idiota. Adoro quando pensam que jogando a isca, no anzol vai vir O peixe.
Cuidado, eu tô mais pra uma enguia descontrolada do que pra um lindo salmão. E o melhor de tudo? Dou corda. Ah! adoro dar corda. Mas lógico, não pra eu me enforcar.
Situações assim ocorrem comigo ás vezes. Principalmente para as pessoas que me veêm como um ser inofensivo. Sou grata aos amigos que me conhecem bem, e não me subestimam. E sabem que não sou um ser inofensivo. Mas o resto, eu rio. E muito. Principalmente quando o coração está no automático e me torno fria e imparcial. Ah meu amigo... Se isso acontecer já era. As brasas apagadas, pode soprar do jeito que quiser que elas não acendem. Essa é a diferença entre pensar com a "cabeça" e não com o "coração". Se pensasse com o "coração" ficaria magoada, por ver a pessoa tentar "brincar" comigo. Mas quando a "cabeça" comanda mais que o "bobo", se torna divertido.


Só me resta perguntar : Do you really wanna play with me? Owww! Let's play!


E se for pra jogar... Pode ter certeza que não sou eu que saio do play.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Felicidade ou algo parecido

Quando você consegue compreender que a felicidade é um estado de espírito, e consegue ter momentos felizes por única e exclusiva conquista sua, sem a ajuda de ninguém, você acaba entendendo um pouco do que é a tal felicidade. É, hoje eu estou bem feliz. Vou guardar num potinho ali e volto logo!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Podia ser pior...

Qualquer texto que não deva ser lido com os olhos, mas sim com o coração fugiria da capacidade de compreensão dele. Uma Clarice Lispector, um Caio Fernando Abreu então nem se fala. Ele só compreende onde vai ser a última festa no final de semana. Onde pode ir pra beber até ficar bêbado. Onde tem as "peguetes" conhecidas ou as meninas de final de festa que ele já pegou, ou as que ainda falta pegar. E os velhos "amigos" que tem ou sabem onde encontrar a boa "branca" para ter um final de semana de "doido". Ele compreende a hora que precisa mentir para os pais, fingindo ser um bom filho, indo na igreja, sabendo os cânticos na ponta da língua e até mesmo "louvando" o Senhor dentro de casa. Ele compreende que precisa separar a "galera da zuera" da "galera da igreja", onde ele vive seus mundos distintos. Ele compreende e finge muito bem estar perto de Deus, quando sabe que não está. E na verdade, não faz questão nenhuma disso. Isso tudo ele entende, compreende e faz muito bem.
Então assim sendo, acredito que esse texto, interessante até, alcança a capacidade de compreensão. Dele.



"Ele é só um cara. Não o "denso lago de mistérios gozosos onde você mergulhou e ainda não submergiu". Nem o "sustentáculo de todos os ossos de seu corpo’" tampouco "o mármore onde está gravada a suprema razão de sua existência". É só um cara. E quer mesmo saber? É um cara como todos os outros caras.
Esse que te perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e você nem ligou. O mendigo, o ginecologista, o padre, o dealer. Ele estava ali o tempo todo. E ele não estava. Ele é só um deles. Vários. Uma legião. E ninguém.
É só um cara. E não a sua vida. E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino. É um cara. Existem muitos destinos.
Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. Não sabe sangrar. Não sabe que nome daria a um filho. Não pode ficar mais tempo. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. E perdeu.
Ele é só um cara. E você já esqueceu outro caras antes."


Segunda versão:

"Ele é só um cara.
Um cara como todos os outros caras.
Ele é só um deles.
Um no meio de tantos.
Todos caras comuns.
Pode ser confundido com qualquer um na rua.
O cobrador de ônibus, o carteiro, o padre, o mendigo.
Pode passar despercebido.
Ele não chama a atenção.
Nem tem hábitos educados.
Ele estava ali o tempo todo.
E ele também não estava.

O cara que riu do dia você quis conversar sério.
Aquele que não te levou a sério.
Chegou uma hora atrasado com desculpas qualquer.
Depois te levou num lugar de gente fútil.
Não te deu importância.
Ele é diferente de tudo o que é certo em seu mundo.
E em outros mundos também.

Te deixou sozinha, por muitas vezes.
E não se importou com o que sentiu.
Escondeu você dos amigos.
Traiu você.
Mentiu para você.
De todas as formas possíveis e imaginárias.
Como se troca de roupa.
Jogou a culpa em você.
Ele gosta do silêncio.
Ele gosta de fazer papel de incompreendido.
Ele gosta do que é errado.
Ele gosta dos vícios.
Ele faz drama.
Ele é indeciso.
Ele gosta de fingir que sonha.

Ele é só um cara que mal sabe escolher suas roupas.
Que não sabe a melhor forma de arrumar o cabelo.
Que não conhece o perfume que combina com sua pele.
Que não sabe tratar uma mulher.
Que não te deu o seu mundo.
Que não quer pensar no futuro.
Que não sabe que nome daria a um filho.
Ou que bairro gostaria de morar.
Que literalmente não sabe o que quer.

Ele é só um cara comum.
Neutro. Cinza.
Sem brilho próprio.
Que não faz a diferença sozinho.
Apenas com você ao lado.
Não sabe ser verdadeiro.
Não sabe sonhar.
Não sabe nem chorar.
Não sangra.

Ele é só um cara.
Não a sua vida.
E não tudo o que você quer hoje.
E não todas as suas lágrimas.
E não todos os dias da sua história.
Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou.
E perdeu.

Ele é só um cara.
E você já esqueceu outros caras antes."

"Menino perdido". É pra você. Porque você merece.


sábado, 5 de setembro de 2009

MEU selo

Eu ando uma porquinha relaxada e ás vezes esqueço do meu blog. Raramente comento algo no de alguém, mas hoje quando aparece aqui vi dois coments.
E ganhei um selo! Da Sandra Timm ( apanhei muito pra conseguir seguir ela porque pasmem, eu ainda não tive tempo de aprender como se mexe no blog direito, tempo tive, mas na verdade é pura preguiça.)

Aqui vai meu selo, que ganhei:






Pra quem não tem, nunca ganhou : solamentus! Morra de inveja!

P.S: Sandra Timm, muito obrigado! :*

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Uma estranha de mim mesma

Noite difícil. Há tempos não havia uma noite assim, tão irritante. Depois da milionésima mensagem para uma amiga com as palavras : " estou mal, vou surtar, acode!" cai no sono. E acordei assim, do tipo "nãomeperguntequeeunãoseicomotô" saca? Lá pelas tantas minha amiga entra no msn, brigando claro, pelas mensagens, perguntou como eu estava. Eu: -"ahn... Bem..."
Bem? Não sei. Não sei o que é isso no dia de hoje. Milhares de pensamentos atormentam. Pra lá e pra cá. Como uma montanha-russa. A espera de algo acontecer esta me comendo por dentro. Mas no final das contas o que espero se resume em : TENHA PACIÊNCIA, dias melhores virão.
Eu já esperei tanto por esses dias e eles não chegaram. E juro, não estou sendo pessimista. É que agora é algo tão REAL e CONCRETO, que vai acontecer e eu SEI que vai que fico mais ansiosa que criança em véspera de páscoa ou peru na véspera de sua morte no Natal. Tem horas que me pego pensando: É isso mesmo? Todo esse rebuliço primeiro?
Sim, todo o rebuliço primeiro. Não se chega ao oásis sem passar pelo deserto. Não se chega ao paraíso sem antes passar pelo inferno. E pode ter certeza, tenho andando pelos dois.
Chorar? Coisa rara. Acho que até devia tentar fazer isso mais vezes. Mas me sinto cansada até pra isso.
Então oscilo. Sou aquela que uma hora quer chegar rápido ao oásis porque a sede é grande, e outras vezes sou aquela que para e observa pegada a pegada no deserto. "Tenha calma..." digo para mim mesma. E nessas indas e vindas acordo assim. Obsoleta. Ansiosa. E principalmente, uma estranha de mim mesma.

Consideração

Eu realmente fico extremamente, insadecidamente puta da cara quando penso no pior, tudo indica o pior e o pior não acontece. Se me tirou o sono, a fome, me deu dor de cabeça e me levou as lágrimas, DEVERIA acontecer. Assim faria jus a todo meu desespero... Antecipado, claro.
Odeio a falta de percepção ou consideração das pessoas quando uso o bom senso e num caso raro de "conte comigo" ( fato que digo isso somente para um grupo seleto de amigos) elas simplesmente ... Desfazem. Somem. Desaparecem. Para depois ressurgir das cinzas com um " estou bem". Pra não dizer MUITO bem. Isso me faz entrar em crise. De raiva fora de controle. De imaginar as formas mais dolorosas possíveis de tortura que eu poderia e gostaria de causar ao ser tão infame, que me fez perder um dia ou dois... E que com certeza aumentou uma ruguinha em algum lugar ainda desconhecido.
Isso me faz pensar... Se somos nós que damos tal lugar de prioridade a essas pessoas por vontade própria, ou se elas se julgam como tal: totalmente impreencendíveis em nossas vidas. Odeio quando alguém percebe que tem a capacidade de desestruturar meu mundo. De virar ele de cabeça pra baixo. De tirar meu sono. E perceber que me faz falta. Penso : Até quando vai isso?
Até o dia que minha irritação for suficientemente forte. Minha indiferença maior. Meu saco ( e não nasci com um ) estiver cheio, e fazer bom uso de uma frase que roda na net:




" Não trate por prioridade, quem te trata por opção."




Um dia, eu JURO, aprendo a lição.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O cômodo vermelho

O cômodo amanheceu vazio. Onde antes havia móveis não havia mais nada. Não que a sensação fosse ruim, era apenas estranha. Sombras de alguns móveis que ficaram tempo demais ainda tinham uma leve marca no chão. Móveis que eram empurrados daqui pra lá, quando era procurado um novo lugar que fosse adequado a ele. Mas hoje o cômodo estava vazio. E nenhum móvel mais lá.
Ela entrou. Olhou, observou o espaço. Sentou-se no meio da sala, pensando que novos móveis uma hora deveriam ocupar o lugar. Mas na verdade, ela nem sabia se ainda queria novos móveis. Observou as sombras no chão e lembrou por quanto tempo aqueles móveis haviam sido importantes e extremamente caros a ela. E em uma noite ela se desfez de todos. Os antigos, e os novos que teimavam em ficar uma hora dentro do cômodo, outra hora do lado de fora da porta. Mas ela estava tão cansada de empurra-los pra lá e pra cá, e sem pensar um dia já exausta, colocou todos para fora. Os móveis mais antigos não tinham mais por que estar ali. Só ocupavam espaço sem uso. Mas ela teimava guarda-los imaginando que um dia suas gavetas e portas poderiam ser novamente abertos por ela. Não pôde. As chaves foram perdidas. Para todo o sempre. Os móveis novos que uma hora ocupavam praticamente todo espaço do cômodo enchendo de beleza e graça, sairam para porta afora. Tudo havia ficado pesado e sufocava. Os móveis estavam intactos. Mesmo os velhos. Sem nem mesmo um arranhão. Mas era ela que estava arranhada. Cansada. Tentou por muito tempo adaptar cores, tamanhos, combinações. E hoje não foi mais possivel.
Ela colocou os móveis pra fora. Os velhos os novos. Não havia mais espaço. Fechou as janelas. Abriu as cortinas. Sentou-se no meio do comôdo vazio. Uma luz lá fora entrava muito tímida deixando uma sensação de quietude no lugar. Olhou todo o imenso espaço que possuia. Sussurrou algo baixinho. Um suspiro. Percebeu o alívio de conseguir escutar finalmente sua voz apos tanto tempo. Observou aquele espaço com os olhos atentos vendo as paredes. Havia esquecido o vermelho bonito, vivo e quente que o cômodo possuia. E o quão grande era. E então percebeu que todo o vazio era necessário. O espaço era preciso. A porta estava finalmente fechada. E aqueles móveis não voltariam mais. Nunca mais.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Memê

Eu não sei se recados como um memê vale no orkut e por lá também é chamado de memê. Não sou fã de memês. Mas esse vou postar aqui:

SLam BOOK.. PlzZz FiLL It.. REpLy Me BacK OK..!!**BUT FIRST** Send a blank copy to all of your friends (including me) so they can fill it out about you!!!!!!


Ur Nickname: Gio, Gii. Jhô, ( Alice, Amelie...)

Ur Hobby: read

Ur Date Of Birth: 29/01

Zodiac Sign/ Sun Sign: Aquarius

U cant live without: Breathe? ¬¬"

Ur Fav.Color: black, purple and red

Ur Best Friend : Sandra Timm

Ur weakness: sarcasm

Ur strength:
intuition

U r crazy about: many things

According to u Love is : As the ligth of sunset ( But I don't believe this it exist)

Ur Crush on: O.o"

You hate: lies and doubts

You love: silence

Best way to break the time is ( time pass ) : reading, kissing, laughing, etc

Best Day: I have to choose only one?

Worst day: 08 july 2009 - wednesday - winter

Fav.Movies: Constantine, The lake house, The list of Schindler, etc...

Fav.Songs: "La valsie D'Amelie Poulain", "In your eyes", "Into the fire" etc...

Fav.Clothes: alternative

Fav. books: spiritual books

fav foods..: lasagne

At last lines abt u.. : I'm an angel. And a devil too. How do u see me?

pura bhar kar dena
i'm waiting .. pls fill up truly free time me fil ker ke rply ker dena

sábado, 1 de agosto de 2009

Pinguim

Pinguim pra quem não sabe ( e muita gente não sabe) é o apelido da minha filha. E eu pra ela, sou Alice.
Lembra? Aquela que vive subindo ou descendo da árvore? Então... O fato é que minha filha AMA Tokio Hotel ( da mesma forma que amei Os Menudos um dia e até sonhava casar com Rick Martin).Há uma grande diferença das letras e das músicas daquela epoca para agora. E eu como boa mãe que sou, tento ficar a par do que ela ouve. E já estou quase convencida que Bill Kaullitz é meu genro. E eu gosto de uma música deles. Ai ó. Nova fã do Tokio Hotel? Oi? Isso foi uma opinião?




Só pra ver e escutar o que tô falando, confere aqui ó:

http://www.youtube.com/watch?v=j3aIBrGfVw0

Blogs

Tá. Resolvi mudar o fundo e simplesmente sumiram todos meus blogs preferidos. Fui a caça. Na hora de salvar ( e acredite, deu um trabalhão) o trem resolveu travar geral. Hoje não é o meu dia. Amanhã arrumo essa bagaça.

Eu tinha outra coisa mais séria pra colocar aqui hoje, mas de tanto que pensei deu preguiça. E quer saber?

Na verdade são conclusões que, já estão por aqui alguns dias. E não são boas.
Ugh! ouch! Wooownn. I see...m-mmmmm-mmm. Yeah.

Bjo&miligaounão

terça-feira, 28 de julho de 2009

Preciso

Preciso estudar mais.
Preciso esquecer ele.
Preciso reativar minha matricula.
Preciso esquecer ele.
Preciso arrumar meu quarto.
Preciso esquecer ele.
Preciso passar roupa.
Preciso esquecer ele.
Preciso acordar mais cedo.
Preciso esquecer ele.
Preciso me alimentar melhor.
Preciso esquecer ele.
Preciso pintar o cabelo.
Preciso esquecer ele.
Preciso terminar de ler 4 livros.
Preciso esquecer ele.
Preciso jogar conversa fora com os amigos.
Preciso esquecer ele.
Preciso colocar os e-mails em dia.
Preciso esquecer ele.
Preciso que o sol apareça logo.
Preciso esquecer ele.
Preciso assistir meu filme favorito de novo.
Preciso esquecer ele.
Preciso terminar as tarefas de inglês.
Preciso esquecer ele.
Preciso organizar a vida escolar dos filhos.
Preciso esquecer ele.
Preciso mascarar a saudade.
Preciso esquecer ele.
Preciso me organizar.
Preciso esquecer ele.
Preciso de um emprego legal.
Preciso esquecer ele.
Preciso sufocar a carência.
Preciso esquecer ele.
Preciso sonhar mais.
Preciso esquecer ele.
Preciso lembrar dos sonhos.
Preciso esquecer ele.
Preciso de mais café.
Preciso esquecer ele.
Preciso de uma atividade física.
Preciso esquecer ele.
Preciso ouvir a voz, ganhar um beijo e um abraço.
Mas só se fosse o dele.


( Garoa - Nublado - Frio )


domingo, 26 de julho de 2009

Com Flip, sem Flip...

Se o mundo é machista e nós sofremos de várias piadinhas sem graça, bom, no nosso mundo "cor-de-rosa" também temos nossas "maldades" (que prefiro encarar como escolhas).
Me disseram ( não sei se foi um deboche ou não) que eu sou boa nas palavras.
Sou? Não sei. Se acerto ás vezes acho que é questão de sorte.
Prefiro pensar que ás vezes meus pensamentos, param na minha lingua e escapam.
E dependendo da situação, tenho a lingua ferina.

Mas o que isso tem a ver com FLIP?
Explico:

Existem homens com FLIP, e homens sem FLIP.

Novamente explico,

( se é que ainda existe necessidade disso, porque um ser humano com uma percepção um pouco aguçada já teria entendido).

FLIP seria aquela parte do celular que, na maioria das vezes abrimos ou estendemos ( use a imaginação da forma que quiser) para atender a uma ligação.
Nesse momento, algo em torno de 10 ou 12 cm no máximo, ganha um tamanho maior, certo?
Certo.
Até aqui, tudo entendido, tudo bem.

E como surgiu a comparação com o FLIP?

Estavámos eu e uma amiga na academia.
Ela cumprindo seus 60 minutos de esteira, eu na sua frente, conversando.
Não é um local muito apropriado para se colocar assuntos intimos em dia, mas por pura falta de tempo de ambas, não havia outro jeito.
Foi quando surgiu o assunto sobre o famoso "membro fálico",
( aquilo que os homens tem entre as pernas e não são os joelhos).

E como comentar sobre isso, em uma academia, onde a maioria eram homens andando pra lá
e pra cá, exibindo seus biceps, triceps, coxas e afins?

O Celular.
Ela queria me contar o quão grandiosa havia sido sua saida,
e a "dimensão" da diversão.
Então, foi ai que abri meu celular.
Dei duas opções:
Ele fechado, sem o FLIP aberto
Ele aberto, com o FLIP estendido.

Foi quando ela me disse:
-Aberto... Sem FLIP ninguém merece...
E então, surgiu a comparação com o FLIP.


Não foi por maldade. Juro.
Mas também toda essa discussão de "COM" ou "SEM", esclareceu muitas coisas.
Homens se preocupam com tamanho. Sempre.

Da mesma forma que algumas mulheres se preocupam em ter peitões, ou bundão,
e não tem.
Isso atinge o ego. A confiança e a segurança.
Porém, para "bundões"e "peitões" já existe solução.
O famoso silicone.

E o caso do FLIP?
Bom, isso ai é algo mais complicado.
Homens que não possuem FLIP tem a noção de que algo falta.
Se tornam problemáticos, tentam mascarar.
E tentam compensar isso em algumas situações:
*Viram o garanhão da turma
( Porém, só pegam na frente dos amigos, em festas, baladas, algo mais além disso não acontece)
* Entram de cara na bebedeira todo santo final de semana
( tentando deixar de lado o "fracasso" que ele imagina ser)
*Levam a vida pra outro lado
( Tornando-se celibatários, não dando importância para o sexo, apesar de querer muito)

E os homens com FLIPs?
Esses levam a vida na boa.
Não precisam provar sua masculinidade a todo momento.
E pegam pra valer. Pegam geral.
Ou pegam só uma. Eles não precisam provar nada a ninguém.
Porque se sentem seguros.

O fato é que:

Assim como as mulheres, as que não possuem nem bundão, nem peitão e acham que isso
é algo essencial, um homem sem FLIP pode ser feliz se usar a imaginação.
Não sabe? Aprenda.
Todo homem com a falta de FLIP, deveria saber que não é só o "membro fálico"
que se usa em um ato sexual.
Eles também não precisam sair pegando meio mundo em festas.
Nem enfiar a cara na cachaça.
Nem mesmo se tornar celibatários.

Existem homens com FLIP que são um zero a esquerda, direita, ida e volta na cama.
Mas eles tem FLIP, por isso se acham no direito de
"Venha a nós e vosso reino nada".

A questão é:

Nós também nos ligamos em tamanho
( tudo bem pode não parecer justo isso, mas...)
E pior do que não TER FLIP, é não ter imaginação.
O mundo é cruel infelizmente.
Na falta de FLIP, esforce-se mais.
Nasceu assim, vai morrer assim, não há o que fazer.
Não acredite nesses aparelhos que prometem que o bichinho vai dobrar de tamanho.
Não vai.
Admita pra si mesmo que, na falta de FLIP, há outras formas de satisfazer sua parceira.
Não jogue um problema seu para debaixo do tapete, tentando compensar com uma "auto-destruição"
ou uma "auto-afirmação" mediocre, passando por cima de muita gente no meio do caminho.
Quando no fundo você bem sabe o que aflige.

Ser homem, não significa que você precisa ter o "FLIP" como o do seu amigo, que pode ter um "FLIP" imenso.
Mulheres se ligam em tamanho?
Sim, muitas a maioria na verdade.
Da mesma forma que muitos homens gostariam de ter em sua cama
a Juliana Paes.
( Desculpe, mas só me veio ela na cabeça).
Mas muitos casais conseguem ser felizes com a falta ou o excesso de FLIP.
Porque há sinceridade.
Porque há respeito.
Porque há cumplicidade.
Porque há amor, carinho, maturidade, intimidade, desejo um pelo outro.

É triste os homens que se definem como um "membro fálico" ambulante e acabam se tornando mediocres, hipocritas, cafajestes, por algo que compete somente a eles resolver interiormente.
Quando um problema fica debaixo do tapete por muito tempo, a poeira começa a subir.
E sufoca. Tanto ele, quanto quem esta por perto.

Feliz é o homem que, COM FLIP ou SEM FLIP, sabe o que é, e sabe o que quer.
E o que não sabe vai atrás pra aprender.
Que tem imaginação.
Que tem noção que consegue satisfazer quem esta com ele.
E que não precisa provar nada pra ninguém, porque sabe do que é capaz.
Posso parecer preconceituosa, maldosa e até mesmo injusta, com todos os homens que não possuem
FLIP.
Mas já fui daquelas que queria ter bundão e peitão.
Mas aprendi a ser feliz assim, como sou.
Porque simplesmente me aceitei. E sei do que sou capaz.
Com bundão e peitão, ou sem eles.

E na verdade, o mundo dos homens muitas vezes é tão injusto com as mulheres...
Porque não podemos ser um pouquinho má com eles também?






PS: Fabih esse post foi inspirado em suas palavras e em suas risadas gostosas.



sexta-feira, 10 de julho de 2009

Oscilações no mundo de Alice

Há coisas que acontecem, pessoas que aparecem e quando você tenta, e tenta pensar o porque embaralha mais ainda. É quando você pergunta pra Deus, qual o sentido e o propósito disso tudo. E nem sempre ele responde, parece que esta olhando e dizendo :"- Estou te dando mais uma lição, aprenda."
Andei tendo umas noites de cão. E erros. Com o diabo na cola, literalmente. Ali no pé do ouvido, totalmente amigo e sedutor. Ele é, ah ele é mesmo. Ninguém sabe como é a dor do outro, então julgar como "drama" é muito fácil, quando na verdade seu balde "de dor" recebeu a última gota. Entendo que toda situação é uma lição. Mas e quando você perde alguém que ama em vida, como fica? Não falo da morte física, essa é irremediável. Como é que fica? Não fica. Você não fica. Você não quer mais ficar. Mesmo que acerte na mega sena amanhã, e tenha grana pra conhecer o Taj Mahal, Jerusalém, Egito, Dubai e tantos outros lugares, você não quer mais ficar. Porque tudo perde o sentido. Você se sente limitado. Vazio e impotente. E ninguém vai entender o que você esta sentindo. E a rejeição? Mais uma dose extra. Você acaba se perguntando onde você errou, e se não é suficiente para preencher um pouco ou muito a vida do outro. Você está ali com uma caixa de Pandhora nas mãos querendo abrir, mostrar tudo de bom que tem pra oferecer, e todas as falhas que com a ajuda do outro tentará arduamente anular, porque a presença da pessoa na sua vida tem a capacidade de você querer e desejar a vencer as suas limitações. E as palavras que vem de consolo? Ás vezes pioram mais ainda a situação. Você não quer ouvir nada a seu respeito. Nem de bom, muito menos de ruim. E os consolos não vem só dos amigos que no cúmulo do desespero querendo te levantar do chão só faltam te pegar no colo, mas muitas vezes a distância não permite. O pior do consolo vem da própria pessoa amada. Esse realmente dói. Mas tudo bem, ele esta tentando ser o mais justo e amavelmente posssivel, tentando explicar o porque de não querer você mais na vida dele. E você novamente fecha a caixa de Pandhora, e na verdade fica tão aturdida que não faz a mínima idéia de onde vai guarda-la. Não há mais espaço. Você só encontra limitação. E pensamentos. Ah esses as vezes são os piores. Você puxa lá do canto das lembranças palavras, gestos, situações, dias, datas, cheiros... Você lembra da força que você tinha quando a pessoa estava presente na sua, vida, e só o fato dela estar ali mostrando que lhe queria bem, era suficiente pra enfrentar 10 leões por dia e o mundo se fosse preciso no final da tarde. E tudo dói de modo dobrado. E você só quer o silêncio. Para que as palavras parem na sua cabeça. Ou que você consiga congelar por alguns segundos os momentos bons que tiveram. Mas a partir dai começa uma ciranda de sensações. Elas rodam e rodam ora na lembrança, ora na saudade passando imediatamente pra dor, porque você começa a pensar que poderá não ter mais nada daquilo. Você acaba sendo injusto com o amor que outros sentem por você. Porque a dor passa do interior para o exterior e sua presença acaba parecendo nada benéfica pra ninguém. Se nem você está se suportando por estar rastejando, acaba não querendo que quem te ama veja você no chão. E você está tão anestesiada que não consegue levantar dele porque esta cansada. Principalmente quando já levou tombos demais, mas conseguiu levantar, aos trancos e barrancos conseguiu. E lá vai você com mais uma cicatriz de recordação. Sacode a poeira e recomeça tudo de novo. Mas esses tombos são lições. Para que erros não sejam repetidos, e te torne um ser humano melhor. Mas e quando você tem uma caixa de Pandhora nas mãos, faz o que? É nessa caixa que está tudo o que você é, e esta ofertando ao outro de coração e alma, sem restrições, dizendo que com a presença dele encontrou um motivo pra continuar. Quando você cai com a caixa, não é só você que quebra, ela quebra-se também. E você vê esvair todas as coisas boas pelo chão. Você sente tudo o que tem de bom correndo como água da chuva, pelo bueiro da esquina. A sensação é de morte. E você realmente tem a sensação que merece isso. Porque a caixa está lá quebrada e vazia. E de repente, você também.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Um raio na árvore de Alice...

Coisas para aprender independente da idade:

Jamais diga algo que você não tenha intenção de sustentar. Isso chama-se covardia. Não confie em palavras, a verdade estará sempre nas atitudes.

É fácil fazer o BEM? É fácil fazer o MAL?
Depende da sua concepção de BEM e de MAL.
Você pode fazer o BEM todos os dias e mesmo assim se sentir triste.
Como você pode fazer o MAL, matar alguém aos poucos, ter CONSCIÊNCIA disso e ainda continuar a deitar a cabeça no travesseiro e dormir todas as noites. ( e mesmo assim alguém em algum lugar vai continuar "morrendo" por sua causa. O que na verdade deve ser algo bem interessante, ver alguém ser um morto-vivo. )

Amigos não são pra todas as horas.
Eles também tem a vida deles.
Jamais os acorde numa madrugada só porque você se sente SÓ.
Aprenda a lidar com os seus demônios sozinha, ninguém tem culpa se eles existem e você carrrega um monte deles.

Não existem "acasos". Existem coisas que podem ser evitadas e mesmo assim você mete o dedo até se queimar.

Deus é inefável. Se você demorar muito tempo para escutar o chamado dele, ele pode deixar de ouvi-lo.

O inferno não é bom. Mas também não é ruim. É prático. Faça sua escolha e vá em frente.

O mundo não vai parar porque você está mal, portanto, permanecer nele é escolha pessoal de cada um.
Com certeza talvez você acabe não fazendo tanta falta assim.
As pessoas vão continuar vivendo independente da sua presença ou não.

Não seja correta o tempo todo.
Já dizia a frase : Bonzinho só se lasca.

Aprenda a conviver com a dor. Ou você a aceita ou vai passar muito tempo brigando com ela, e acredite, ela vai insistir em permanecer lá.

Não se torne amarga. Torne-se cínica. Pelo menos assim você ainda consegue dar boas risadas.

"Eduardo e Mônica" foi baseado em uma história real. Mas não foram uma exceção. Foram um milagre.

Acredite que mês de julho é um mês do cão. E dias de chuva no mês de julho serão sempre os piores.

Se você sofre de "mãos geladas" o tempo todo, trate de urgentemente fazer que o frio seja dividido. Instale um pouco dele no coração. As coisas ficarão bem mais fáceis.

Se você acha que tem, ou realmente tem um dom de outro mundo use-o. Faça coisas incriveis com ele. Pelo menos serve como uma ótima distração. Brinque de fantoche ás vezes. Com os outros, claro.

Não acredite em todo pôr-do-sol. Ou em todo amanhecer. Nem todos são bonitos e você acaba vendo que tem que passar mais um dia por aqui, sendo que não quer mais passar nenhum dia por aqui.

Morrer é fácil, e calmo. Difícil é viver. E extremamente cansativo.
Se você desistir tudo bem.

Não perca tempo tentando solucionar os problemas dos outros quando você não consegue solucionar os seus. Na verdade nem dê ouvidos. Egoísmo também é uma forma de defesa.

Se você vive brigando com sua porção "Veronika" interior deixe ela vir a tona pra ver o que acontece. Talvez ela tenha uma decisão mais proveitosa que a sua.

Faça coisas extremas. Se você não ficar chocada, alguém ficará e isso é certo.

Não tente preencher vazios interiores.

Acredite que transformações de uma vida inteira podem ocorrer em algumas horas. Como miojo, praticamente instântaneo. Pra isso acontecer basta alguém tirar de você algo que você acreditava existir desde que nasceu. E pasme! não existe!
( Ah o amor... essa raposa...)

Não lamente a morte de ninguém.
Ao contrário, inveje. Isso mostra que você ainda esta aqui e tem mais pecados pra acertar do que o falecido.

Deixe um modelo de carta sempre em mãos. Elas podem ser úteis uma hora.

Cace encrenca ás vezes. Quem sabe uma hora elas podem dar um bom resultado.

Contos de fadas não existem. Príncipes não existem. E nem amor existe. Aquilo tudo era coisa de Walt Disney.

Se for chorar, chore escondido.
Ninguém vai chorar por você. E muito menos COM você.

Não se doe demais. Isso faz mal.

Saiba que você sempre será suficiente pra você, mas JAMAIS para os outros. As pessoas nunca sabem o que querem até perder tudo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Corre pra árvore, Alice!

Eu ando em turbulência de sentimentos e sensações. Ás vezes, quando isso acontece, gosto de voltar as lembranças da minha infância. Naquela epoca, minha preocupação eram as férias de julho e dezembro que significavam, viajar para a casa da minha avó. Sempre chegavámos no final da tarde. Do portão sentia-se o cheiro de pão, café e todas as guloseimas que eu tinha o direito de usufruir sem me preocupar com a balança. Amava o cheiro da casa da minha avó. Amava o cheiro dela. Nos dias seguintes, não me importava em sair. Prefiria ficar pelo pátio, no meio do seu jardim, mesmo que isso significasse ser picada por formigas ou abelhas. Tinha uma coloração incrivel quando amanhecia o dia : o céu sempre azul celeste, uma brisa gelada com cheiro de pinheiro. E lá eu criava meu mundo. Suas plantas e flores viravam saborosas comidas feita com barro. Sua área, virava minha casa e cozinha. E lá eu passava horas a fio... Depois de arrancar sempre meia dúzias de rosas e margaridas, isso a enlouquecia! Mas até mesmo sua "bronca", era de forma amena, ela dizia :"-Sua gata, tá arrancando as flores da vó! Não arranque as flores da vó, elas demoram pra nascer!" Nesse momento, muitas vezes eu com petálas de margaridas ou rosas na boca, com os olhos arregalados quase rindo, meu avô entrava em cena. Vô Waldemar... Vinha na calma dele, como sempre, sorrindo, me apertava as bochechas e dizia: " - Moranga mole..."
Porque "moranga mole"? Porque eu era branquinha, pálida e ele me apertava as bochechas para que ficassem rosadas. E funcionava. Nisso ele colocava a mão no bolso, me dava um valor x e dizia para atravessar a rua com cuidado e ir no "Seu Nino", comprar "laranjinha" e "pipoca" para parar de fazer as plantas da minha avó como refeição.
Voltava com os braços cheios! Feliz! E ali passava a tarde comendo pipoca, bebendo laranjinha, até chegar o final da tarde hora de tomar banho e seguir para a mesa, tomar o café.
De toda minha infância, o que mais sinto falta é isso. De toda aquela coisa boa e despreocupada. Por isso quando entro em conflito, "subo na árvore". "Corre pra árvore, Alice!". Parece uma coisa a toa isso. Tentar fugir de um "problema". Mas na verdade não é uma fuga. É a busca de uma estrutura. A busca de uma boa sensação vivida em outrora, onde você poderia ter a nítida sensação de "perfeição".
Minha avó faleceu há alguns anos. Eu a vi antes de partir. Conversavámos e não falavámos da doença. Lembro ter me sentido mal em ir assistir "Titanic" no cinema, enquanto a visitava, porque queria passar o máximo de tempo possivel com ela. No dia seguinte contei o filme inteiro enquanto pintava suas unhas. Mãos delicadas, frias... Foi uma demonstração de carinho e agradecimento por todos os momentos maravilhosos em que vivi na infância. No dia de me despedir só consegui dizer algo como : "- vó fica boa logo tá? qdo voltar não quero a senhora nessa cama." Beijei-lhe a testa, pedi sua benção e sai do quarto. Quase aos prantos, porque eu sabia que não a veria mais. E ela no fundo também sabia. Então me permito subir na árvore ás vezes. Relembrar coisas boas, importantes, essenciais. Porque isso me ajuda a lembrar que mesmo difícil no dia de hoje, eu já fui feliz algumas vezes. E essa felicidade, essa alegria de outrora me faz querer ser feliz novamente.






P.S: Saudades vó, muita saudade.



segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sandra Timm 2

"Em ti encontro a calma quando preciso, o norte, quando me perco, a serenidade na hora do desespero e a risada solta quando dividimos nossas alegrias.

Amigos são assim: simplesmente estão ali e podemos contar com eles.

Nunca pensei que mesmo depois de tanto tempo e tantas mudanças e um enorme amadurecimento, nossas buscas se divergiriam e se convergiriam num único gesto: cumplicidade.

É bom rir contigo, tramar contigo, sofrer contigo, ir ao inferno e ao céu contigo... pois assim são os amigos e assim estamos e estaremos sempre juntas, muito mais que um casamento (mesmo que à distância) pois sem jurar diante de ninguém, estamos juntas na alegria e na tristeza, na saúde e na dor.

E é por isso que eu te amo muito, Gio!

Obrigada poor estares sempre comigo.

Obrigada por seres quem és!"




Hoje estava fuçando meus depoimentos antigos no orkut e achei esse da Sandra. Raramente chamo-a de Sandra. Pra mim ela é a Timm. Que "lê" todas as coisas sem jamais, jamais se chocar com as elas. Mulher especial, guerreira, inteligente. Admiro-te. Muito. Amo-te, pra sempre. Fique sempre em minha vida. Fazes parte dela.

domingo, 7 de junho de 2009

O anjo

Gostei dessa imagem. Um anjo ou quase isso. Prestes a pular ou somente "respirando"?Hoje minha cabeça tá cheia de idéias. Ou sensações que na verdade deveria saber expressar, e elas parecem estar "trancadas" em algum lugar. Quando estou assim, é hora de ficar quieta. De analisar. De deixar a cabeça descansar. Acabo falando coisas que não devo, magoando quem não merece. Ontem durante uma discussão mais acalorada, disse algo que não pensava a muito tempo: Morrer. Acompanhando o acidente do voo 447, fico pensando: As pessoas tiveram noção do que houve? Perceberam que iriam morrer? Assim, de repente? Todos ali tinham planos... Alguns passeavam, outros viajavam a trabalho, eram esperados em algum lugar, haviam deixado alguém pra trás, crianças, tias, mães, pais, filhos. Antes me perguntava porque Deus permite isso. Como nunca obtive as respostas cansei de perguntar pra Ele. Deus deve saber o porque, a razão o motivo. Mas eu não. E isso me deixa down. Porque lembrei da minha dramatização básica de dizer em meio a discussão que os problemas de todos acabariam se eu morresse. Acabariam mesmo? Me senti tremendamente egoísta e infantil por isso. Então isso me faz pensar: você quer que eu faça mais por aqui, certo? Caso contrário, já teria levado. Portanto não cabe a mim decidir se seria mais fácil morrer. Apesar de achar que a morte trás paz. Viver que é realmente inquietante. Mas disso, só Deus sabe.


12:53 hs
Domingo

terça-feira, 2 de junho de 2009

I like - I don't like

Hoje fuçando o blog da Timm, vi algo que gostaria e vou fazer no meu também. Coisas que gosto e coisas que não gosto. Na hora parece fácil, mas sabe que não é?! Porque eu sei que vou sempre esquecer de algo. Tanto das coisas que gosto como as que não gosto. Mas vamos lá, as coisas que lembro no momento.

Gosto


Dos beijos de esquimó da Nathy
De dançar com a Nathy
Dos abraços do Bathy
De neném
De cheiro de neném
De café com leite
De bichos de pelúcia, sapos fofos principalmente
De livros, livros e livros
De bonecas de panos
Do meu all star velho
De jeans
De ficar só ás vezes, eu comigo
De caminhar
De viajar
De por-do-sol
De estar inspirada e escrever as vezes
De perfumes, cremes
De calcinhas coloridas e de algodão
Da cor preta
Da cor lilás
Da cor vermelha
De ser prática e básica
De filmes românticos, terror e drama
De inglês
De cantar em inglês também ( mesmo ele sendo macarrônico)
Do risoto e lasanha da minha mãe
Das risadas do meu pai
Dos papos cabeça da Edna
Das perolas da Cah
Dos meus sobrinhos
Dos meus dois cunhados ( o que já é, o que pode vir a ser)
Do meu quarto
De música, sempre
Da atenção do Ale
Do Ale
De bolacha bono
De chocolate meio amargo
De sorvete de chocolate
De coca-cola gelada
Do cheiro de Lages
De dias frios
De dormir de conchinha
De banho quente
De flores
De poemas
Dos meus amigos virtuais e reais
Gosto do apoio, sinceridade e força da Timm
Das besteiras e músicas da Kei
Da cumplicidade com o André Luiz
Dos emails mágicos do Dé
Das risadas da Fabih
Das conversas hilárias do Lê
Dos papos com o William
De final de tarde com brisa fresca
De dias de chuva
De banhos de chuva
De ter um contato legal com o "outro lado"
De cafuné
De brigar ( ás vezes, e ganhar a briga, claro )
De ler
Do meu signo
De dormir
De quando as pessoas me entendem nas entrelinhas.

Tem mais coisas
que não recordo agora.




Não gosto


De mentiras
De traição
De nariz gelado, mãos geladas e pés gelados ( os meus)
De conversas insonsas
De pessoas sem conteúdo
De apelidos insonsos
De acordar assustada
De pesadelos
De lavar louça
De salto alto
De errar
De sono fora de hora
De não saber brigar as vezes
De ser teimosa
De ser interrompida quando estou lendo
De esquecer das coisas quando não posso esquece-las
De me sentir boba quando sou doce com alguém, isso deveria ser normal
De ter que esperar
De ser ansiosa
De ser desligada
De não achar todas as respostas para os porquês
De ser ciumenta, e isso sou de forma absurda ugh!
Do cheiro de "Granado" porque me lembra coisas tristes
De pessoas que magoei e não mereciam e eu descobri tarde demais
De insistir em algo ( lá vem a teimosia) sabendo que vai dar errado
De pensar demais no futuro
De querer ter tanta segurança nas coisas
De ver meus amigos tristes ou doentes
De ser desconfiada, mesmo quando não tenho motivos pra ser
De guardar as coisas sendo que na verdade deveria falar
De ter insônia
De vestidos curtos, ugh! não ficam legal em mim
De meia-calça ( tenho alergia)
De sentir saudade da minha avó
De chorar
De ser impulsiva as vezes
De querer estar só as vezes e não respeitarem meus momentos
De roupas apertadas
De lingerie cheia de rendinhas, me irritam
De gritos
De sentir dor
De preguiça
De ter medo de altura
De que subestimem minha inteligência, isso não aceito e dá briga feia
De pessoas enroladas
De ser individualista

Tem mais coisas, mas que também não lembro agora.

Isso parece ser até infantil, mas de certa forma é uma referência. Mas são referências e nem tudo o que realmente eu sou. Quem sabe observando o que não gosto, começo a dar mais importância para o que gosto.


13:32 hs


domingo, 31 de maio de 2009

12 de junho

Data do dia dos namorados no Brasil. Nos EUA dia 14 de fevereiro. E eu acho que ganhei um encima da hora dia 30 de maio. Eba!




Frio do caramba! ugh!
16:14 min

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pôr-do-sol




"Andreas saiu mais uma vez apressado para o trabalho. Sem entender muito bem o que havia acontecido e tentando não pensar no que havia lido "louca, completamente louca" dizia para si. Ele sabia que as coisas aconteceriam de qualquer jeito. Algo como predestinado, sem poder fugir. E fugir, porque razão? Ele não era homem disso. Fugir. Ao contrário, enfrentava todos os dias tudo o que vinha sem pestanejar. Mas aquilo fugia um pouco da sua concepção de normalidade. Intrigava as palavras dela. Intrigava a segurança a certeza e até a calmaria, vidente, exposta latejante. "Não vou mais pensar nisso, nem no que ela me disse, nem nada mais." A vida dele era de certa forma boa. Quase centrada. Tudo estava nos seus devidos lugares, tentando ajeitar aqui ou acolá algumas situações. A correria do trabalho, os amigos, a namorada. Mas Giovanna surgiu sem explicação. Na verdade ele não sabia, mas havia buscado a presença dela em sua vida. Ah... as palavras dela lhe faziam tão bem. Ela lhe acalmava de certa forma. Não admitiria jamais que pudesse existir ser humano como ela, porque pessoas como ela não existiam. Somente em contos, poemas e histórias. Eles eram parecidos. Surpreendentemente parecidos. Se encaixavam como peças de um quebra-cabeça. Giovanna prestava atenção em cada palavra e vírgula digitada por ele. Ambos buscavam acima de tudo paz. Só que dessa vez ela realmente tornou as coisas um pouco assustadoras. "Me apaixonar... ficar mais fácil... Quem diabos ela pensa que é?" Tamanha irritabilidade é porque ele sabia que era possível. " Não. eu não quero mais problemas além dos que tenho" pensou ele. Mas mesmo sendo um homem forte, de fibra, corajoso, sabia que acabaria cedendo. Não que fosse uma competição de Titãs, mas porque ele sabia. E porque acima de tudo queria. E por querer sabia que quando acontecesse, tudo em seu mundo modificaria de certa forma. "Temos um código, um segredo" lembrou ele e sorriu. Com Giovanna não havia máscaras, ele se mostrava tal como era. Despido, transparente. Não que não fosse autêntico, isso era uma de suas qualidades. Também não era falso. Mas com ela não havia travas na língua. A cumplicidade era total. "Você é meu, eu sou sua e ponto final" disse ela certa vez. Nada Shakeasperiano, romântico. Ela disse de forma ácida, direta, repentina. O que eles tinham era algo que fugia do cotidiano normal. E só eles sabiam o que acontecia entre eles. E não era um conto de fadas. O mais surpreendente é que era real. E possível. Mesmo com toda a distância. Ele não pensava nela em todos os momentos. Não precisava. Ele sabia que ela sempre estaria lá. " Alma gêmea... nos dias de hoje ela ainda acredita nisso?" pensou intrigado. Ele conhecia ela. Sabia do que ela gostava. E ambos gostavam de música. E através delas, tentavam mostrar um para o outro sua essência. E mesmo assim, em algumas coisas ela era indecifrável. Como uma melodia cantada só pela metade, quando esquecemos a letra. E isso o intrigava e o fascinava. E ela sabia. Giovanna era simples. Normal. Inteligente, terrivelmente carismática, maldosamente divertida. Ele não sabia muito da sua vida diária, e ao mesmo tempo a compreendia profundamente. Ela se sentia diferente de tudo e de todos. E sabia que era. Pagou caro muitas vezes por sua sensibilidade excessiva. Vivia cercada por pessoas, mas sabia que era só. E gostava disso. Houve um tempo em que isso lhe deixava triste. Mas nos dias de hoje fazia-se forte o suficiente para não mais permitir isso em sua vida. Desde o primeiro momento em que teve contato com Andreas não usou de defesa. Dispôs da armadura. Sentiu que não era necessário. Falaram sobre quase tudo que a madrugada permitira. Ele falou um pouco dele. Ela falou muito dela. De coisas banais de coisas importantes. Falou o quanto gostava de música, vento, tempestades, andar descalço, estar sozinha sem se sentir só. Com o passar dos dias, Andreas se tornou importante sem ser uma obsessão ou sonho. Tornou-se como algo possível um dia. Ela se sentia feliz por ele existir e pronto. Não o esperava com ansiedade mas ficava extremamente feliz quando ele aparecia. Antes de tudo ela tentava ser amiga e escuta-lo da forma mais correta possivel sem deixar que o que sentia interferisse na amizade. Andreas se tornou um segredo. Algo tão importante e verdadeiro que de forma egoísta não foi compartilhado. Com ninguém. Nem mesmo com os amigos mais próximos. Ela preferia assim. Andreas era algo tão bom para ela, que precisava ser mantido assim, intacto. Sem opiniões alheias ou perguntas. Era algo que ela preservava de forma carinhosa. Nem mesmo ele sabia. Foi então que em um dia de impaciência e euforia ela se deixou perceber. "Tudo ou nada" ela pensou. Procurou uma forma de que ele percebesse o que já não queria guardar para si, e ele sendo o motivo deveria saber, afinal de contas acontecesse o que acontecesse ela seria capaz de arcar com as consequências, fossem elas boas ou ruins. Em algum lugar ela tinha Andreas na sua vida. Só não sabia em que parte se encaixava. Com o tempo sem ele saber, os outros começaram a perder a importância. Seus flertes começaram a ficar banais. Haviam aqueles que desejavam seu corpo. Haviam aqueles que a admiravam. Mas ela não queria nada mais disso. Ela queria Andreas sem nem mesmo saber se um dia poderia estar com ele. Optou por isso e a sede silenciou. Ela esperaria por ele sem sacrifícios. Por escolha, porque queria. Queria estar em paz quando o visse. Sem resquícios de ninguém. Intocada. Se sentia melhor assim. Nada superava a paz que ele lhe proporcionava. E ele nem mesmo sabia disso. A cada conversa com Andreas, ela tinha inspirações. Ele havia tomado tamanha dimensão na vida dela e não fazia a miníma idéia. E ela não contaria jamais. Queria que acontecesse tudo naturalmente sem ansiedade, dependência ou desespero. Ela não queria isso dele, nem para ele. Andreas seria importante sempre para ela. E isso era um fato. Ela queria ser algo bom. Natural e fixo. Criou um ritual todos os dias. Acordava pela manhã, agradecia pela noite, abençoava o dia que estava por vir. E pedia proteção a todos que ela realmente amava. Andreas estava sempre incluído em suas orações. Pedia a Deus, santos, anjos e a tudo que fosse do bem que protegesse ele. Sempre. Como se fosse uma forma de dizer a ele todo dia que, queria que ele estivesse bem. E pedia a Deus, que um dia ele viesse. Que pudesse estar perto. Mas sem contagem regressiva. Sem ansiedade. Ela sabia que um dia ele estaria perto. E ouviria sua voz. Tocaria nele. Sentiria seu calor e seu cheiro. Esperava esse dia como um pôr-do-sol. Com aquela boa sensação que invade. Que preenche. E pacientemente sorria feliz porque queria isso, com uma certeza jamais sentida antes. "Você é meu, eu sou sua e ponto final", lembrava ela as palavras que havia dito a ele um dia de forma natural. Uma frase curta com significado imenso porque eram palavras sinceras e que ela tentava expressar para ele que eram reais. Realmente reais. Assustadoramente verdadeiras. E claramente sentidas por ela. E porque tinha essa certeza, teria. Um dia teria Andreas. Com a mesma sensação do pôr-do-sol."


01:45 hs

domingo, 24 de maio de 2009

Rain all day!

"Dedo não é coração." Sandra Timm. Pra quem não sabe alguém que enxerga a milhões de anos luz. E diga - se de passagem, alguém que tem mais certeza das minhas coisas do que eu mesma.


Just wait...


17:49 hs

sábado, 23 de maio de 2009

Stranger Things - The mission

Pois é , coisas estranhas de novo. Quando acontecerem porque eu sei que vão, eu conto.
Estudando muito também. Ugh!



00:38hs

domingo, 10 de maio de 2009

Você...

Que me deixa borbulhando com palavras e sensações que não defino. Com possiblidades de que os dias se tornem mais quentes e menos frios. Não que o frio externo preocupe, mas o frio que vem de dentro e que escondo tão bem. Você que não conhece meu tom. Nem meus cheiros. Meus sons de calmaria nem os sons de turbulência. Você que não me toca, que não me vê. Porque isso ainda não foi preciso nem possível. Porque conseguiu tocar lá dentro, lá no fundo, onde ninguém tocava há muito tempo. Você que me faz rir baixinho ou com gargalhadas em alto e bom som. E penso e penso, " isso que quero, mas isso que não é possível". Você que apareceu de forma inesperada, e eu fui indo embalada nas suas palavras como que embriagada por sensações desconhecidas. Você em que me espelho e me vejo tão bem. E isso me faz bem, me faz mais viva, me faz viver melhor. Onde e como as coisas aconteceram que eu não percebi? Onde começou tudo isso que já se perde dentro de mim? Eu não sei quando foi... Elas surgiram de forma inesperada, nada sutil, com um apelo gritante, quase que em plenos pulmões, gritando : " Está no caminho errado, olha pra cá, eu estou aqui." E você percebeu. E estendeu sua mão com possibilidades. Que agora peço e peço baixinho : " Aconteça." Aconteça para que eu saiba que você existe, que não é fruto da imaginação, que já caiu, machucou, e continuou vivendo, sonhando, querendo assim como eu. Aconteça para que eu saiba que o mesmo bem que você me faz, eu farei a você. Venha. Sem meias palavras, sem medidas, sem bons costumes ou educação. Em dia de sol, em dia de chuva. Não interessa como, desde que venha. Me tome em suas mãos. Eu vou entender o seu olhar. Eu vou enxergar a minha imagem lá dentro. Me ensine. Aprenda comigo. Me sinta. Me respire. Me busque. E por favor, me encontre." ( GM)
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Domingo - 23:35hs

The winter is here...

Pois é. Chegou o inverno. Graças a meu bom Deus que ainda permite existir as estações, coisas que se dependessem do homem já não existiriam. Mas não é só o inverno que tá chegando por aqui. Tempestades internas estão querendo surgir e com algo digamos, quase que impossível. Leis da física baby, distância, tempo e por aí vai. Odeio física. Também não gosto muito do lance de sincronicidade, ou do termo "semelhante atrai semelhante", "iguais se complementam..." porque simplesmente meu semelhante nunca está no lugar que deveria. Li uma vez que " devemos amar quem podemos ter por perto". Sou totalmente contra isso. A gente ama independente de distância.
E agora Caralius, o que faremos? Bom, o jeito é deixar a tempestade vir. E deixar ela passar. Porque o motivo da tempestade anda ventando para outros lados. Quem sabe com sorte, um dia não acabe ventando por aqui, certo? Enquanto isso eu tento domar meus ventos sozinha.
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PS: entenda nas entrelinhas...
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04:38 hs...
Sim, é de madrugada...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O sapo

Então que o sapo foi beijado mas não teve jeito. Virar Príncipe? Nem com reza braba nem com macumba forte. E eu tentei. Tentei até onde poderia. Até onde aguentava. Mas cansei do brejo gosmento que consequentemente formou-se dentro de mim. Não quero mais sapos. Na verdade estou tentando tirar os limos e musgos que ele deixou por aqui. Na verdade acho que já até tirei porque não me importa mais o sapo. Só queria que alguém um dia costurasse a boca dele. Quem sabe assim ele não criaria mais limos nem musgos em ninguém.
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E chega de sapos nessa vida.
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Gio
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01:59 hs

O Príncipe

Pode ser aquele que usa branco e anda de moto. Pode ser aquele que usa óculos. Mas quer saber? Queria mesmo que fosse aquele que me deixa tonta. Quer saber também? Esquece.
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Gio
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01:15 Hs

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Cheiros, sons, cores e sabores...

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Caio Fernando Abreu me entende. Não há nada do que ele tenha escrito que não se encaixe com uma fase de minha vida.
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"No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços, você cobre com a boca meus ouvidos entupidos de buzinas, versos interrompidos, escapamentos abertos, tilintar de telefones, máquinas de escrever, ruídos eletrônicos, britadeiras de concreto, e você me beija e você me aperta e você me leva pra Creta, Mikonos, Rodes, Patmos, Delos, e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo bem.” ( Caio Fernando Abreu)
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Someone tell me this:
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" Você me tirou de uma fase de maresia e desde que te conheci só coisas boas aconteceram."
" No momento só tenho você."
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Gio
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21:08 hs Segunda feira

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sad - happy things

Há tempos não apareço. Não é falta de tempo é preguiça mesmo. Também meu blog não é o blog do ano. Coisas legais aconteceram. Sou a nova aluna do curso Técnico de Hotelaria e Turismo ( inglês).
Tô convidando o povo pra formatura já. Isso que nem começou o curso. Isso deu um ânimo danado.
Fiquei feliz no dia e ainda estou feliz. Álias ando estudando um bocado. E algumas coisas ficaram de lado. Eu tinha uma história na cabeça pra contar. Ou seria estória? Anyway... Estou tentando encaixar ela. Tentando deixar ela com um ar melancólico. Poético talvez. Porque se for contar a real da história - estória vira na verdade um drama cômico. Ou trágico.
Eu tenho esses rompantes. De querer escrever. E ás vezes tentar me definir. É, eu sou estranha. Eu tenho um quarto roxo. Roxo e lilás. Eu que pintei. Dizem lilás é a cor da espiritualidade. É isso que alguns dizem. Eu tenho quase tudo dessa cor no meu quarto. E lilás nem era minha cor preferida. Eu não tenho religião. Gosto de saber como cada um segue sua fé nessa ou aquela igreja, seita, filosofia. Mas eu creio em Deus. Eu converso com ele, eu agradeço a ele, e até mesmo brigo com ele. E ás vezes demora mas entendo porque ele não me dá certas coisas que peço no momento que eu quero. Eu choro ás vezes conversando com ele. É o único que vê as minhas lágrimas. E ele entende cada uma delas. Meu computador é antigo. Bemmmmmmm antigo. Mas já tem tantas histórias que aconteceram nele e atráves dele que mesmo um dia ele pife, guardarei a carcaça como lembrança.
Tenho dois filhos. Um casal. E já falei deles por aqui. Amo os dois em igualdade mas de forma diferente. quem é mãe vai entender o eu que disse. Tenho pais legais. Que fui compreender só depois de "velha". Temos nossas diferenças mas não tenho intenção de muda-los porque no final das contas são eles que estão do meu lado. Tenho irmãs também, opa! Duas gerações diferentes. Eu sou a do meio. Cruel isso ás vezes. Tenho amigos maravilhosos. Moram longe mas isso não impede que sejam maravilhosos. Eu tenho alguém que me seduz. Que eu peço a Deus nem ter a chance de chegar perto senão não vai dar boa coisa. Um ar de James Dean. É outro que não consigo decifrar e na verdade nem quero pra não cair em tentação. Mas acredito que seria nos dias de hoje, alguém que me seduziria facilmente. Ui... Livrai me... E eu achei que amava alguém. Achei mesmo. Sei quase todos os defeitos dele, e não são poucos.
Ele me ama? Não sei. Ele nem sabe o que é isso. Tenho certeza. Temos vidas totalmente diferentes. Alguns anos de sabedoria a mais que eu tenho fazem um peso grande na balança. Forma diferente de ver a vida também. Eu preciso aprender mais, ele precisa aprender mais. Ele é extremamente narcisista e materialista. Meu tempo de narcisismo já passou. Materialista, lógico também sou. Mas não é prioridade em minha vida. Mentiras. ele mente 80% a mais do que eu. Inteligência. Ele tem, só não sabe usar ela de forma adequada. Cicatrizes? Não sei. Eu tenho as minhas, ele já não sei se "cultivou" alguma. Sonhos? Tenho vários. Ele provavelmente tem também. Tem a vida cronometrada. "Casar aos 30 anos, filho aos 32."
Talvez não saiba ainda que algumas coisas simplesmente "acontecem". Eu vejo ele como um insuportável. Não muda o repertório, sempre o mesmo assunto. Tem coisas boas nele? Tem. Caso contrário eu não daria importância a ele certo? Ninguém ama o que é errado. Tem os olhos mais lindos que eu já vi. Mesmo que um pareça perseguir o peixe e o outro o gato. Tem a voz mais calma, capaz de me anestesiar. Poderia passar horas e horas ouvindo. Tem o cheiro do corpo mais estranho que já vi. E inesquecível também. Como entrou na minha vida? Pelo cansaço. Simplesmente pelo cansaço. Mas estou cansando. Não cansando de amar, porque perto ou longe tenho a sensação de " esse poderia ser o amor da minha vida". De uma forma dolorosa e estranha mas é. Cansando pelo fato que a cada dia que passa está deixando de ser um dos motivos pelo qual eu levanto todos os dias. E outras coisas estão tomando conta pouco a pouco. Assim, devagarinho como quem nao quer nada. Ás vezes tenho a impressão que é a vida tomando seu lugar novamente como deve ser. Porque tenho tanta coisa que quero fazer. Tantos sonhos. Eu não sei em que ou no que isso vai se tornar. Tudo acontece no tempo certo. Isso é um fato. E eu acabei colocando a história - estória entre tantos "itens" da minha vida. Talvez deva ser só isso mesmo. Não mais prioridade ou sonho. Um item importante. Mas só um item.

21:07 hs
Calor demais!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Algumas coisas que muito gosto

"Queria ter sido com você o que não fui com mais ninguém. Mas não deu. Talvez nosso encontro deva ser assim, na exata medida do descompromisso. É que você não é a pessoa mais delicada do mundo, embora pareça. Sua secura muitas vezes me deixa fora do eixo. É quando fico me perguntando o que ainda nos une. Abraçados, corações aos saltos, antes de levantar pra encarar o dia e o mundo de verdade fora do quartinho. Aí percebo que nossa relação é maior que os clichês. E como você diz, quando ficamos juntos é em nome da liberdade, não da obrigação."
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“Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo para que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. e não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou só do que ficar à mercê de visitas adiadas, encontros transferidos. No plano REAL: que história é essa? No que depender de mim, estou DISPOSTO e ABERTO.” (CFA)
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"Não, não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, sou definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto mas, se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada." (CFA)
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"Se você for exatamente como imagino, igualzinho aos meus sonhos, eu vou embora. Detesto desmancha prazeres." (Martha Medeiros - "Sonho")
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"Quando tudo faz lembrar. Quando tudo faz ficar. Aí vem a sensação de que os caminhos não se cruzam ou entrecruzam por acaso. Te disse que a fantasia entre nós se rompeu. Outras fantasias entre nós se farão. E é disso que é feita a vida. De eternos retornos. O que fica é a vontade de amanhecer junto com o sol de manhã. Renascer com um desejo novo e nenhum peso no peito."
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" Nunca tive, e ainda não tenho, a percepção do sentimento da minha identidade pessoal. Apareço perante mim mesmo como um lugar onde há coisas que acontecem, mas não há o 'Eu', não há o 'mim'. Cada um de nós é uma espécie de encruzilhada onde acontecem coisas. As encruzilhadas são puramente passivas; há algo que acontece nesse lugar. Outras coisas igualmente válidas acontecem noutros pontos. Não há opção : é uma questão de probabilidades."
(Claude Lévi-Strauss)
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" Mesmo que eu não mereça, venha. Ou talvez os que menos merecem precisem mais. Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas. Se tanto amor dentro de mim recebi e continuo inquieta e infeliz, é porque preciso que Deus venha. Venha antes que seja tarde demais." (CFA)
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"Completamente insano, mas extremamente sábio." (CFA)



"...Quem só acredita no visível tem um mundo muito pequeno..." (CFA)



"Deixa que a loucura escorra em tuas veias, e quando te ferirem, deixe que o sangue jorre enlouquecendo também os que te feriram." (CFA)



"Quero outra vez um quarto todo branco e um par de asas. Mesmo de papelão." (CFA)



" É difícil aprisionar os que tem asas." (CFA)


Se eu tivesse que contar hoje minha vida para alguém, poderia fazê-lo de tal maneira que iriam me achar uma mulher independente, corajosa e feliz. Nada disso: estou proibida de mencionar a única palavra que é muito mais importante que os onze minutos - amor.

Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.

E quem ama o máximo, sente-se livre.

Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.

Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.

Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.

Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la."

Trecho do livro "Onze minutos", de Paulo Coelho.


" Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto,
Mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele."

Mario Quintana


"Não vou exigir muito. De fato não me contento com pouco. Explico sobre os dedos que desenham sob os desejos da alma. Você solta os teus para que eles mesmos reflitam sobre o toque. Se ainda não souber recitar com o tato, segure os receios. Coloca dedo a dedo sobre a minha pele... há em mim caminhos infinitos."


“Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.” (CFA)


"Felicidade se acha é em horinhas de descuido. Amar você me fortalece."


In three words I can sum up everything I've learned about life: it goes on!!

Eu disse: você vai se afastar.
Você disse: não.
Você foi se afastando.
Duvidei: você está se afastando?
Você respondeu: não.
Garanti: você continua se afastando.
Você garantiu: não.
Você se afastou e eu gritei:
Ei, você se afastou.
Você estava tão longe que nem me ouviu.

(Glória Horta - "Eu Disse" - in Sangria)


Quando a porta do coração de alguém não se abre pra você, fuja !

Já presenciei inenarráveis histórias de amor impossíveis. Um fazendo de tudo pra conquistar o outro, inutilmente. O cara é punk, ela pinta o cabelo de roxo, faz piercing e nada. Geógrafo, ela compra os últimos lançamentos de Geografia e lê. Sem chance. Deprimido ? Ela se transforma num livro vivo de auto-ajuda. Pobre, ela esconde suas roupas caras. Broxa, com jeito convence o sujeito a procurar um médico. BAIxinho, ela quase fica corcunda. Em vão. Infantil, ela, feminista, mistura o Nescau no leite e passa manteiga no pão. Só pra ilustrar do que a vontade do amor é capaz.

Amiga, desista. A porta do coração do elemento não é de aço, não está trancada e não se abre pra você. Não se abriu, não se abre, não se abrirá.

O sarado casa com uma gorducha flácida e inteligente. O geógrafo se apaixona por uma popozuda que (bem feito) não lhe dá a mínima. O broxa conhece uma frígida. E um deles arranja uma mulher e se casa em dois meses, e ela é o oposto de você.

É incompreensível, mas mentira é não compreender.

Com a gente o mesmo sucede. O homem perfeito aparece, faz tudo por nós, e a gente dispensa sem culpa e esquece sem perceber.

Ele não te quer? Desapareça sem deixar vestígios porque o tempo passa depressa, a vida é curta mas é larga, e existem casos verídicos de pessoas que tentam uma vida inteira. Tem gente que acaba se viciando nisso. E o que é pior: ele pode até se casar com você.

(Glória Horta)


Respeite o silêncio
a omissão,
a ausência.
É meu movimento de deserção.
Abandonei o posto,
rompi a corda,
desacreditei de tudo.
Cansei de esperar que finalmente um dia,
minha fotografia
fizesse jus ao seu criado-mudo.

(Flora Figueiredo - "Retirada" in Calçada de Verão, 1989)

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor que coubesse
no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.


"A quem faço falta, falto. Tudo passa. Passa depressa, passa sem pressa. Mas não mata, passa." [GH]

"Agora tragam-me ferros em brasa e marquem meu corpo que eu estou forte. Estabeleçam leis e eu as transgredirei – todas – e determinem padrões que eu os romperei. Cortem minha cabeça. Eu sobreviverei apenas com o coração." [Glória Horta]