Lendo outro blog que acompanho, descobri "lá" algo que gostaria muito dizer para alguém. Com algumas modificações feitas por mim, estão as palavras exatas que, gostaria que "alguém" soubesse:
"Eu gosto de você porque você segue um ritual tradicionalmente perfeito quando me vê: bebe, manda uma mensagem ou liga e, em poucas horas, estamos juntos onde quer que nos encontremos nesse mundo de meu Deus.
Eu gosto de você, na verdade, porque você consegue o perfeito equilíbrio entre ter personalidade e aturar as minhas frescuras mesmo quando, certamente, tudo o que eu merecia era um “você não tem mais 15 anos” ou um sonoro “vai te foder”. Você também tem um jeito de dirigir peculiar. Se distrai no trânsito e eu penso que vai bater no meio fio. Se nada desse certo na sua vida, talvez você fosse um ótimo motorista de ônibus. Estranhamente, eu gosto de você por isso também.
*Você é disposto, determinado, bem- humorado e uma porção de coisas mais diferentes de mim. Porque eu sou preguiçosa, reticente, tagarela extrema 8 ou 80 e explícita na maioria do tempo. Vez ou outra, exercito essa coisa da discrição.
Eu gosto de você porque você não é bonito, nem perfeito nem porra nenhuma de tão bom. Tudo isso só pra que eu não me sinta culpada de nada. Ao contrário, sou antecipadamente desculpada por tudo.
E desculpada sou, porque te conheço tão a fundo sem você saber, e mesmo que você saiba finge que não vê.
Nem tão bonito você é. Você também não é essas coisas de inteligente não, sabe? Também não é burro porque eu não conseguiria amar uma coisa que odeio. Você é você. Inteligência na medida certa porque sabe que tem muito a aprender. Você tem um jeito único, e talvez perturbador. Uma doença corrosiva, mas silenciosa, que vai consumindo a pessoa aos poucos, mas progressivamente. Eu gosto das suas mãos. Elas são delicadas, estão sempre quentes e tem o toque perfeito. Gosto quando elas me procuram ávidas, ou quando recebo carinho macio. Elas se encaixam perfeitamente no meu corpo.
Eu gosto de você, porque parece inocente, sem ser. Eu gosto de você, porque liga e pergunta se está tudo bem, e mesmo sabendo que pode não estar bem, sabe como me deixar bem quando está por perto.
Eu gosto de você, porque consegue deixar seu cheiro em mim, por dias a fio, me lembrando a todo momento que você existe.
Eu gosto de você, porque não mistura nossos mundos, porque sabe que isso acabaria em escandâlos e julgamentos errôneos se acontecesse, mas quando estamos juntos, o meu mundo, o seu mundo fica do lado de fora mesmo que por algumas horas.
Eu gosto de você porque você já sabe muito sobre mim e eu não quero começar tudo do zero e explicar o que eu sou pra outro, compreende? Porque eu tenho preguiça e isso me consome mais do que ser consumida pela doença você. Aí eu me sento na beira da cama e fico olhando você acender um cigarro enquanto eu só olho você. É muito mais relaxante, ao contrário do que todos pensam. Mas eu acho até que você sabe disso. E sabe tanto que cultiva uma vontade avassaladora de me deixar pra lá. Assim sobra tempo pra também cultivar uma vida decente, mais digna longe de mim e sem tantas maluquices espalhadas por ai nos momentos que esta comigo. Porque eu vou deixando meus pedaços por aí, em você, pra nunca esquecer de mim, mesmo que queira. E eu sei que não esquece.
O que acontece comigo é o mesmo que acontece com todos os seus livros: você sempre pára na metade. Aliás, com todas as mulheres. Você faz uma pilha, junta um monte, mas nunca chega ao final de nenhum. Fico na dúvida se é medo de acabar porque gosta ou vai perdendo o interesse ao longo das páginas. E tudo isso é metáfora.
Parece errado, mas você é tão viciante que dá vontade de voltar. Aí eu volto. Estou quase promovendo você de doença degenerativa à abstinência de entorpecentes. Porque em tudo na minha vida você se encaixa. Na verdade, nada encaixa, mas esse é o verdadeiro encaixe perfeito. Eu saber que você é de todo errado antecipa minha redenção. E você não sabe o quanto eu te agradeço por isso. A cada dose homeopática, a salvação. Sem dramas. "
( Acho que é isso - Amanda Borba)
(* partes modificadas)
E realmente acho que é isso.
Eu gosto de você, na verdade, porque você consegue o perfeito equilíbrio entre ter personalidade e aturar as minhas frescuras mesmo quando, certamente, tudo o que eu merecia era um “você não tem mais 15 anos” ou um sonoro “vai te foder”. Você também tem um jeito de dirigir peculiar. Se distrai no trânsito e eu penso que vai bater no meio fio. Se nada desse certo na sua vida, talvez você fosse um ótimo motorista de ônibus. Estranhamente, eu gosto de você por isso também.
*Você é disposto, determinado, bem- humorado e uma porção de coisas mais diferentes de mim. Porque eu sou preguiçosa, reticente, tagarela extrema 8 ou 80 e explícita na maioria do tempo. Vez ou outra, exercito essa coisa da discrição.
Eu gosto de você porque você não é bonito, nem perfeito nem porra nenhuma de tão bom. Tudo isso só pra que eu não me sinta culpada de nada. Ao contrário, sou antecipadamente desculpada por tudo.
E desculpada sou, porque te conheço tão a fundo sem você saber, e mesmo que você saiba finge que não vê.
Nem tão bonito você é. Você também não é essas coisas de inteligente não, sabe? Também não é burro porque eu não conseguiria amar uma coisa que odeio. Você é você. Inteligência na medida certa porque sabe que tem muito a aprender. Você tem um jeito único, e talvez perturbador. Uma doença corrosiva, mas silenciosa, que vai consumindo a pessoa aos poucos, mas progressivamente. Eu gosto das suas mãos. Elas são delicadas, estão sempre quentes e tem o toque perfeito. Gosto quando elas me procuram ávidas, ou quando recebo carinho macio. Elas se encaixam perfeitamente no meu corpo.
Eu gosto de você, porque parece inocente, sem ser. Eu gosto de você, porque liga e pergunta se está tudo bem, e mesmo sabendo que pode não estar bem, sabe como me deixar bem quando está por perto.
Eu gosto de você, porque consegue deixar seu cheiro em mim, por dias a fio, me lembrando a todo momento que você existe.
Eu gosto de você, porque não mistura nossos mundos, porque sabe que isso acabaria em escandâlos e julgamentos errôneos se acontecesse, mas quando estamos juntos, o meu mundo, o seu mundo fica do lado de fora mesmo que por algumas horas.
Eu gosto de você porque você já sabe muito sobre mim e eu não quero começar tudo do zero e explicar o que eu sou pra outro, compreende? Porque eu tenho preguiça e isso me consome mais do que ser consumida pela doença você. Aí eu me sento na beira da cama e fico olhando você acender um cigarro enquanto eu só olho você. É muito mais relaxante, ao contrário do que todos pensam. Mas eu acho até que você sabe disso. E sabe tanto que cultiva uma vontade avassaladora de me deixar pra lá. Assim sobra tempo pra também cultivar uma vida decente, mais digna longe de mim e sem tantas maluquices espalhadas por ai nos momentos que esta comigo. Porque eu vou deixando meus pedaços por aí, em você, pra nunca esquecer de mim, mesmo que queira. E eu sei que não esquece.
O que acontece comigo é o mesmo que acontece com todos os seus livros: você sempre pára na metade. Aliás, com todas as mulheres. Você faz uma pilha, junta um monte, mas nunca chega ao final de nenhum. Fico na dúvida se é medo de acabar porque gosta ou vai perdendo o interesse ao longo das páginas. E tudo isso é metáfora.
Parece errado, mas você é tão viciante que dá vontade de voltar. Aí eu volto. Estou quase promovendo você de doença degenerativa à abstinência de entorpecentes. Porque em tudo na minha vida você se encaixa. Na verdade, nada encaixa, mas esse é o verdadeiro encaixe perfeito. Eu saber que você é de todo errado antecipa minha redenção. E você não sabe o quanto eu te agradeço por isso. A cada dose homeopática, a salvação. Sem dramas. "
( Acho que é isso - Amanda Borba)
(* partes modificadas)
E realmente acho que é isso.
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