Há coisas que acontecem, pessoas que aparecem e quando você tenta, e tenta pensar o porque embaralha mais ainda. É quando você pergunta pra Deus, qual o sentido e o propósito disso tudo. E nem sempre ele responde, parece que esta olhando e dizendo :"- Estou te dando mais uma lição, aprenda."
Andei tendo umas noites de cão. E erros. Com o diabo na cola, literalmente. Ali no pé do ouvido, totalmente amigo e sedutor. Ele é, ah ele é mesmo. Ninguém sabe como é a dor do outro, então julgar como "drama" é muito fácil, quando na verdade seu balde "de dor" recebeu a última gota. Entendo que toda situação é uma lição. Mas e quando você perde alguém que ama em vida, como fica? Não falo da morte física, essa é irremediável. Como é que fica? Não fica. Você não fica. Você não quer mais ficar. Mesmo que acerte na mega sena amanhã, e tenha grana pra conhecer o Taj Mahal, Jerusalém, Egito, Dubai e tantos outros lugares, você não quer mais ficar. Porque tudo perde o sentido. Você se sente limitado. Vazio e impotente. E ninguém vai entender o que você esta sentindo. E a rejeição? Mais uma dose extra. Você acaba se perguntando onde você errou, e se não é suficiente para preencher um pouco ou muito a vida do outro. Você está ali com uma caixa de Pandhora nas mãos querendo abrir, mostrar tudo de bom que tem pra oferecer, e todas as falhas que com a ajuda do outro tentará arduamente anular, porque a presença da pessoa na sua vida tem a capacidade de você querer e desejar a vencer as suas limitações. E as palavras que vem de consolo? Ás vezes pioram mais ainda a situação. Você não quer ouvir nada a seu respeito. Nem de bom, muito menos de ruim. E os consolos não vem só dos amigos que no cúmulo do desespero querendo te levantar do chão só faltam te pegar no colo, mas muitas vezes a distância não permite. O pior do consolo vem da própria pessoa amada. Esse realmente dói. Mas tudo bem, ele esta tentando ser o mais justo e amavelmente posssivel, tentando explicar o porque de não querer você mais na vida dele. E você novamente fecha a caixa de Pandhora, e na verdade fica tão aturdida que não faz a mínima idéia de onde vai guarda-la. Não há mais espaço. Você só encontra limitação. E pensamentos. Ah esses as vezes são os piores. Você puxa lá do canto das lembranças palavras, gestos, situações, dias, datas, cheiros... Você lembra da força que você tinha quando a pessoa estava presente na sua, vida, e só o fato dela estar ali mostrando que lhe queria bem, era suficiente pra enfrentar 10 leões por dia e o mundo se fosse preciso no final da tarde. E tudo dói de modo dobrado. E você só quer o silêncio. Para que as palavras parem na sua cabeça. Ou que você consiga congelar por alguns segundos os momentos bons que tiveram. Mas a partir dai começa uma ciranda de sensações. Elas rodam e rodam ora na lembrança, ora na saudade passando imediatamente pra dor, porque você começa a pensar que poderá não ter mais nada daquilo. Você acaba sendo injusto com o amor que outros sentem por você. Porque a dor passa do interior para o exterior e sua presença acaba parecendo nada benéfica pra ninguém. Se nem você está se suportando por estar rastejando, acaba não querendo que quem te ama veja você no chão. E você está tão anestesiada que não consegue levantar dele porque esta cansada. Principalmente quando já levou tombos demais, mas conseguiu levantar, aos trancos e barrancos conseguiu. E lá vai você com mais uma cicatriz de recordação. Sacode a poeira e recomeça tudo de novo. Mas esses tombos são lições. Para que erros não sejam repetidos, e te torne um ser humano melhor. Mas e quando você tem uma caixa de Pandhora nas mãos, faz o que? É nessa caixa que está tudo o que você é, e esta ofertando ao outro de coração e alma, sem restrições, dizendo que com a presença dele encontrou um motivo pra continuar. Quando você cai com a caixa, não é só você que quebra, ela quebra-se também. E você vê esvair todas as coisas boas pelo chão. Você sente tudo o que tem de bom correndo como água da chuva, pelo bueiro da esquina. A sensação é de morte. E você realmente tem a sensação que merece isso. Porque a caixa está lá quebrada e vazia. E de repente, você também.
Andei tendo umas noites de cão. E erros. Com o diabo na cola, literalmente. Ali no pé do ouvido, totalmente amigo e sedutor. Ele é, ah ele é mesmo. Ninguém sabe como é a dor do outro, então julgar como "drama" é muito fácil, quando na verdade seu balde "de dor" recebeu a última gota. Entendo que toda situação é uma lição. Mas e quando você perde alguém que ama em vida, como fica? Não falo da morte física, essa é irremediável. Como é que fica? Não fica. Você não fica. Você não quer mais ficar. Mesmo que acerte na mega sena amanhã, e tenha grana pra conhecer o Taj Mahal, Jerusalém, Egito, Dubai e tantos outros lugares, você não quer mais ficar. Porque tudo perde o sentido. Você se sente limitado. Vazio e impotente. E ninguém vai entender o que você esta sentindo. E a rejeição? Mais uma dose extra. Você acaba se perguntando onde você errou, e se não é suficiente para preencher um pouco ou muito a vida do outro. Você está ali com uma caixa de Pandhora nas mãos querendo abrir, mostrar tudo de bom que tem pra oferecer, e todas as falhas que com a ajuda do outro tentará arduamente anular, porque a presença da pessoa na sua vida tem a capacidade de você querer e desejar a vencer as suas limitações. E as palavras que vem de consolo? Ás vezes pioram mais ainda a situação. Você não quer ouvir nada a seu respeito. Nem de bom, muito menos de ruim. E os consolos não vem só dos amigos que no cúmulo do desespero querendo te levantar do chão só faltam te pegar no colo, mas muitas vezes a distância não permite. O pior do consolo vem da própria pessoa amada. Esse realmente dói. Mas tudo bem, ele esta tentando ser o mais justo e amavelmente posssivel, tentando explicar o porque de não querer você mais na vida dele. E você novamente fecha a caixa de Pandhora, e na verdade fica tão aturdida que não faz a mínima idéia de onde vai guarda-la. Não há mais espaço. Você só encontra limitação. E pensamentos. Ah esses as vezes são os piores. Você puxa lá do canto das lembranças palavras, gestos, situações, dias, datas, cheiros... Você lembra da força que você tinha quando a pessoa estava presente na sua, vida, e só o fato dela estar ali mostrando que lhe queria bem, era suficiente pra enfrentar 10 leões por dia e o mundo se fosse preciso no final da tarde. E tudo dói de modo dobrado. E você só quer o silêncio. Para que as palavras parem na sua cabeça. Ou que você consiga congelar por alguns segundos os momentos bons que tiveram. Mas a partir dai começa uma ciranda de sensações. Elas rodam e rodam ora na lembrança, ora na saudade passando imediatamente pra dor, porque você começa a pensar que poderá não ter mais nada daquilo. Você acaba sendo injusto com o amor que outros sentem por você. Porque a dor passa do interior para o exterior e sua presença acaba parecendo nada benéfica pra ninguém. Se nem você está se suportando por estar rastejando, acaba não querendo que quem te ama veja você no chão. E você está tão anestesiada que não consegue levantar dele porque esta cansada. Principalmente quando já levou tombos demais, mas conseguiu levantar, aos trancos e barrancos conseguiu. E lá vai você com mais uma cicatriz de recordação. Sacode a poeira e recomeça tudo de novo. Mas esses tombos são lições. Para que erros não sejam repetidos, e te torne um ser humano melhor. Mas e quando você tem uma caixa de Pandhora nas mãos, faz o que? É nessa caixa que está tudo o que você é, e esta ofertando ao outro de coração e alma, sem restrições, dizendo que com a presença dele encontrou um motivo pra continuar. Quando você cai com a caixa, não é só você que quebra, ela quebra-se também. E você vê esvair todas as coisas boas pelo chão. Você sente tudo o que tem de bom correndo como água da chuva, pelo bueiro da esquina. A sensação é de morte. E você realmente tem a sensação que merece isso. Porque a caixa está lá quebrada e vazia. E de repente, você também.
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