Que me deixa borbulhando com palavras e sensações que não defino. Com possiblidades de que os dias se tornem mais quentes e menos frios. Não que o frio externo preocupe, mas o frio que vem de dentro e que escondo tão bem. Você que não conhece meu tom. Nem meus cheiros. Meus sons de calmaria nem os sons de turbulência. Você que não me toca, que não me vê. Porque isso ainda não foi preciso nem possível. Porque conseguiu tocar lá dentro, lá no fundo, onde ninguém tocava há muito tempo. Você que me faz rir baixinho ou com gargalhadas em alto e bom som. E penso e penso, " isso que quero, mas isso que não é possível". Você que apareceu de forma inesperada, e eu fui indo embalada nas suas palavras como que embriagada por sensações desconhecidas. Você em que me espelho e me vejo tão bem. E isso me faz bem, me faz mais viva, me faz viver melhor. Onde e como as coisas aconteceram que eu não percebi? Onde começou tudo isso que já se perde dentro de mim? Eu não sei quando foi... Elas surgiram de forma inesperada, nada sutil, com um apelo gritante, quase que em plenos pulmões, gritando : " Está no caminho errado, olha pra cá, eu estou aqui." E você percebeu. E estendeu sua mão com possibilidades. Que agora peço e peço baixinho : " Aconteça." Aconteça para que eu saiba que você existe, que não é fruto da imaginação, que já caiu, machucou, e continuou vivendo, sonhando, querendo assim como eu. Aconteça para que eu saiba que o mesmo bem que você me faz, eu farei a você. Venha. Sem meias palavras, sem medidas, sem bons costumes ou educação. Em dia de sol, em dia de chuva. Não interessa como, desde que venha. Me tome em suas mãos. Eu vou entender o seu olhar. Eu vou enxergar a minha imagem lá dentro. Me ensine. Aprenda comigo. Me sinta. Me respire. Me busque. E por favor, me encontre." ( GM)
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Domingo - 23:35hs
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Domingo - 23:35hs
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