Hoje eu tive medo. Medo do novo que surgiu. Fiquei pensando em como e porque me desfazer de velhos sentimentos. Eles me são caros, mesmo me machucando tanto. Pensei: " Se der esse passo, vai ser bom, vai ser novo, mas vou chorar, sei que vou chorar, porque virar a página nem sempre é fácil mesmo que a vida tenha aberta um janela linda em um dia de sol."
A janela se abriu. Mas ainda me dói a porta que se fechou. E a dor é a única certeza que mantém a memória viva de que um dia ele existiu.
Ás vezes penso que, quando está por perto, tenho medo até mesmo de respirar. Tenho medo dos minutos que se tornam segundos e logo ele precisa embora.
Tento guardar qualquer sorriso, palavra e som na memória. Como se colocasse em um urna na parte mais alta da estante, e dia após dia me alimentar daquela alegria. Até mesmo o cheiro tento guardar.
Faz poucos dias que você se foi. E novamente, como em uma montanha-russa, a lembrança volta a rondar os dias e noites.
A questão é que é a última vez. Já foi decidido. Eu nunca quis fechar a porta. Eu realmente queria que a luz do sol, continuasse todos os dias, quando você me trazia ele. E depois vieram as tempestades, o frio, os dias de chuva. E eu esperei. Esperei por um milagre. Mas os milagres ás vezes vem de outras direções.
E um dia, depois de muito tempo com o cômodo totalmente trancado, uma das janelas se abriu. Timidamente, trazendo os raios do sol novamente, esquentando aos poucos, iluminando o cômodo. E eu deixei entrar. Mas tenho medo. Porque ainda olho a porta, esperando algum movimento mínimo que seja, algum sinal de vida, algum sinal de sol. Que nunca vem. E tenho medo de que um dia você volte, e abra a porta. Mas já não me encontre mais ali.
A janela se abriu. Mas ainda me dói a porta que se fechou. E a dor é a única certeza que mantém a memória viva de que um dia ele existiu.
Ás vezes penso que, quando está por perto, tenho medo até mesmo de respirar. Tenho medo dos minutos que se tornam segundos e logo ele precisa embora.
Tento guardar qualquer sorriso, palavra e som na memória. Como se colocasse em um urna na parte mais alta da estante, e dia após dia me alimentar daquela alegria. Até mesmo o cheiro tento guardar.
Faz poucos dias que você se foi. E novamente, como em uma montanha-russa, a lembrança volta a rondar os dias e noites.
A questão é que é a última vez. Já foi decidido. Eu nunca quis fechar a porta. Eu realmente queria que a luz do sol, continuasse todos os dias, quando você me trazia ele. E depois vieram as tempestades, o frio, os dias de chuva. E eu esperei. Esperei por um milagre. Mas os milagres ás vezes vem de outras direções.
E um dia, depois de muito tempo com o cômodo totalmente trancado, uma das janelas se abriu. Timidamente, trazendo os raios do sol novamente, esquentando aos poucos, iluminando o cômodo. E eu deixei entrar. Mas tenho medo. Porque ainda olho a porta, esperando algum movimento mínimo que seja, algum sinal de vida, algum sinal de sol. Que nunca vem. E tenho medo de que um dia você volte, e abra a porta. Mas já não me encontre mais ali.
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