sábado, 10 de julho de 2010

Efêmero

" Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora todas as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes. Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranquilas, vividas se entregam ao vento. Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando o Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos, horas preciosas. Perdemos dias, ás vezes anos. Nos calamos quando deveriámos calar, falamos demais quando deveriámos ficar em silêncio. Não damos "abraços" que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação.
Não damos um beijo carinhoso, porque não estamos acostumados com isso e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos o suficiente. Cobramos dos outros. Da vida. De nós mesmos.
Nos consumimos. Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença.
E o tempo passa... Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que inesperadamente, acordamos e olhamos para trás. E então nos perguntamos: - E agora?
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço ao amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.
Nunca se sabe, nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. Olhe para frente! Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesma efêmera, ainda está em nós."
- autor desconhecido-

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