Recebemos uma notícia um tanto triste ontem. Um tanto não. BEM triste, desesperadora mesmo. E isso me faz pensar em Deus. Nessas horas fico revolts e chego a pensar se ele existe. Tivemos um momento de calmaria nos dias de natal e pensamos que agora só a recuperação fosse necessária. Mas não. Lá vem Deus ou a vida zuar grande com a cara da gente. Já falei dela no post "5 irmãs".
É minha tia, que é linda, que é doida que ama a vida e é um doce de pessoa, que também é mãe. Detesto aquele lance de "é a vontade de Deus". Tá, vontade dele? E a minha onde fica? Se for só a vontade dele que conta, porque diacho ele deu o livre arbítrio? Fico doida da vida com isso. Vivo me questionando com as supostas "vontades" de Deus. Isso graças a lavagem cerebral das freiras que eu convivi por 8 anos, quando elas passavam uma imagem um tanto errônea de Deus. Juro, eu pensava que ele era barbudão, com um cajado na mão , ficava sentado lá no céu só para observar nossos erros e de lá apontava o cajado quando fizessemos algo errado e dizia : " Ferrai - vos!"
O fato é que um exame antes dado como benigno, agora saiu como maligno. Isso tira o chão de qualquer um. E tirou o nosso, da família toda. E a partir dai fazer o que? Bem, o médico disse " cada dia de vida agora é lucro." Porra! como assim? Quer dizer que a cada dia que ela acordar ela tem que agradecer, e a noite dormir se despedindo de todo mundo? Tá, eu sei que a gente nunca sabe a hora que vai morrer, e isso é um alívio, mas dessa forma é desesperador. Então, eu pedi um milagre. É, pedi mesmo. Tive um papo bem sério com Deus, e tô esperando que ele atenda, porque, caso contrário realmente não tem como entender esse lance de "vontade de Deus". Segundo a doutrina espiríta as situações que escolhemos na vida são escolhidas por nós mesmos. Para lapidar o espírito. Isso me intriga... Será que a gente pode ser doido o suficiente para escolher sofrer dessa forma?
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É minha tia, que é linda, que é doida que ama a vida e é um doce de pessoa, que também é mãe. Detesto aquele lance de "é a vontade de Deus". Tá, vontade dele? E a minha onde fica? Se for só a vontade dele que conta, porque diacho ele deu o livre arbítrio? Fico doida da vida com isso. Vivo me questionando com as supostas "vontades" de Deus. Isso graças a lavagem cerebral das freiras que eu convivi por 8 anos, quando elas passavam uma imagem um tanto errônea de Deus. Juro, eu pensava que ele era barbudão, com um cajado na mão , ficava sentado lá no céu só para observar nossos erros e de lá apontava o cajado quando fizessemos algo errado e dizia : " Ferrai - vos!"
O fato é que um exame antes dado como benigno, agora saiu como maligno. Isso tira o chão de qualquer um. E tirou o nosso, da família toda. E a partir dai fazer o que? Bem, o médico disse " cada dia de vida agora é lucro." Porra! como assim? Quer dizer que a cada dia que ela acordar ela tem que agradecer, e a noite dormir se despedindo de todo mundo? Tá, eu sei que a gente nunca sabe a hora que vai morrer, e isso é um alívio, mas dessa forma é desesperador. Então, eu pedi um milagre. É, pedi mesmo. Tive um papo bem sério com Deus, e tô esperando que ele atenda, porque, caso contrário realmente não tem como entender esse lance de "vontade de Deus". Segundo a doutrina espiríta as situações que escolhemos na vida são escolhidas por nós mesmos. Para lapidar o espírito. Isso me intriga... Será que a gente pode ser doido o suficiente para escolher sofrer dessa forma?
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Outro assunto que me deixou pensando foi de uma amiga. Foi um lance bem pesado mesmo, algo como vida e morte. De um lado essa notícia pesada, do outro lado ALGUÉM que costuma lembrar de mim quando está em "trouble". Essa AMIGA está grávida. E não tá sabendo muito bem como resolver a situação. É fácil. Daqui a 9 meses ela vê a "situação". Não estou querendo ser a "rainha do gelo" na questão por que me coloquei no lugar dela. O fato é que ela tem certeza que o pai não vai aceitar legal a situação. E dai se não aceitar? Vacilou, dançou. Fez, embale. Consciência paterna não deveria ser cobrada através de leis, pensões, visitas e tudo mais, deveria ser espontâneo. O cara tinha que estar ciente que tá no temporal meu filho, vai molhar a bunda uma hora. E ela tá com medo de contar! Eu disse " tá, fez com o dedo? Ou é obra do espírito santo?" Ela: "Mas ele não quer filho agora Gi! Ele vai me odiar!" ( detalhe bem básico, detesto que me chamem de Gi, Gigi... isso é muito insonso tá? Eca!) Eu: " Ah... e vc quer?" Ela: " Lógico que não, vai desestruturar a minha vida." Bora então desestruturar a vida dos dois! Na hora de revirar os olhos não pensou né? Como estava perdendo a paciência porque não estava legal, contei a história da minha tia trocando os personagens, não quis falar que o fato estava acontecendo na minha família pra evitar coisas do tipo, "oh sinto muito..." Sente o caralho... Perguntei se ela trocaria de lugar. Ela respondeu com um NÃO! bem grande que se pudesse ser ouvido estouraria meus tímpanos. E pra fazer ela pensar mais um pouquinho e parar de me encher os pacová, perguntei : "fia... prestenção... é um exame de gravidez, agora assusta mas parabéns você está gerando uma vida! Você vai mostrar pra ele um exame de GRAVIDEZ positivo. Você trocaria esse exame por um de HIV positivo? Lascando a vida de vocês dois?" Pois é... Há males que vem pra bem. Na verdade ela estava tentando ser altrúista, mas estava sendo egoísta. Ela estava mais preocupada com a raiva ou o possível ódio que o cara possa a vir sentir dela do que com a criança que NÃO pediu para ser encomendada. Depois disso acho que deu uma sacudida e disse : " É... vou contar pra ele hoje..." Pronto, mais uma situação resolvida, um tapa de luva bem dado ( ah fala sério, ás vezes isso é bom... eu na verdade tenho uma maldade quase involuntária de fazer isso, ainda mais quando o problema tem como ser resolvido). Depois disso minha paciência e paz de espírito voltaram para o lugar.
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