segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O ponto final

Como se coloca um ponto final nas pessoas que passam pelas nossas vidas? Não há fórmulas. Essa é um das respostas que todo ser humano na face da terra, gostaria de saber.
Existem somente meios. E cada um deve procurar o sua forma de lidar com a 'perda'. A questão é: nós realmente perdemos, ou são os ciclos da vida que mudam ou que nos mudam? Perda, eu considero das pessoas que já se foram e que eu não posso mais ver. Isso sim, eu considero uma perda. Mas as pessoas que simplesmente decidimos 'perder' em vida, ou nos 'perdem' em vida, isso eu chamo de ciclo.
Um dia você percebe que 'fulano' não se encaixa mais na sua vida. E mesmo assim, você insiste em 'amar' essa pessoa. Mas por que? Porque a vaidade e ego falam mais alto. Porque orgulho fala mais alto e até mesmo a raiva muitas vezes. E isso nada tem a ver com amor. E quando novas chances surgem, você se esforça 'arduamente' em gostar de outra pessoa que surge, mas ainda tão centrado no 'amor' antigo, que custa a entender que a atual pessoa pode te completar mil vezes mais. Se você realmente permitir que isso aconteça.
E quando não acontece, você perde. Você perde algo novinho em folha, pra cultivar os fantasmas empoeirados escondidos na mente e no coração. Cuidado: a paciência é algo que o ser humano ainda não é capaz de cultivar em toda a sua totalidade. E seu amor 'novinho' em folha, pode não ter tanta paciência assim.
Amar pela metade não existe. Odiar pela metade não existe. Ou é, ou não é. Mas ficar enraizado em uma questão que já acabou é perda de tempo. E principalmente, perda de vida.
Uma página em branco ali ó, novinha em folha pode ser escrita de forma mais alegre, mais sincera, mais lúcida. Virar a página, seguir em frente, dar uma chance, escrever um novo livro. Uma nova história.
Se você continuar apegado as situações do passado, as páginas amareladas da sua vida, é só isso que terá. E todo o resto ficará estagnado como água escura em um poço. Amores antigos são saudáveis, quando mesmo que, os que terminaram em dor, podem ser lembrados com carinho, porque passaram e hoje consegue-se ver a lição que deixaram. Mas são amores antigos, e não vícios. Amores antigos, que se tornam vícios, começam a criar limo, mofo dentro de nós mesmos. O que não permite dar entrada a mais ninguém.
E ás vezes um amor novinho em folha surge a nossa porta, e não percebemos de imediato. Geralmente só o percebemos quando ele vai embora. E quando sentimos a perda dói, porque percebemos que o novo poderia valer realmente a pena, enquanto o antigo se tornou um vício. E vícios são superados com o tempo. Se você realmente quiser.

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