"O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa."
Esse é um trecho de Martha Medeiros com uma grande verdade. A gente não deixa de amar. Só deixa guardado em um canto.Eu realmente gostaria de lembrar quantas vezes eu disse "eu te amo" pra alguém nessa vida. A única coisa que sei é que nunca falei sem realmente sentir.
O fato é que as pessoas interpretam cada um, de uma forma. O que pode ser arduamente e intenso para mim, pode não ser para o outro. Fato, até triste, mas é um fato real.
Preciso de um isolamento virtual. E o que isso tem a ver com o post? Tudo. Não estou em fase depressiva, querendo morrer, achando que o mundo é cruel. Ele não é. Algumas pessoas é que são. Frias, indiferentes, evasivas, inoportunas, complicadas. E elas nos atingem quando trazemos elas para nossas vidas, simples assim.
O negócio todo é que não está me atingindo mais como antes. Porque como diz no trecho, que inicia esse post, não expulsei de casa, guardei em um quartinho dos fundos, tirei do meu foco de atenção. Retirando aos poucos do meu "cômodo vermelho".
Se perguntar: - Ainda ama? -Sim! sem dúvida! -Ainda quer? -Humm... Temos um abismo difícil para atravessar.
Engraçado é que quando consigo visualizar é assim que enxergo. Eu de um lado, do abismo, ele do outro. Um lugar pedregoso. Frio, nublado. E até mesmo nos meus sonhos é assim que parece.
Meu foco de atenção está em outras coisas, pessoas e objetivos. Tenho livros pra ler, aula que logo começa e outras coisas pra resolver. Mas principalmente, eu. Preciso do meu reencontro, já que esse ano parece que vai valer muito a pena. Por isso o isolamento virtual será necessário por esses dias. Não vou perder amigos, nesse meio tempo, aliás, teremos mais assuntos daqui uns dias. Não vou perder pré-namorado, porque existe celular e telefone fixo e moramos na mesma cidade.
E não posso perder o que guardei no quartinho. Porque simplesmente não posso perder o que não tenho.
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