quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A madrugada me conduz

Noite passada, dormi cedo como se faz em sítio ( pelo menos no tempo da minha avó). Deitei e acabei dormindo antes mesmo do sol se despedir. Nem vi o crepuscúlo, algo que tenho acompanhado por dias, aquela hora mágica de nem dia, nem noite e céu rosado.
Enfim, na madrugada acordei. E foram umas 3 horas rolando pra lá e pra cá. Costumo funcionar melhor na madrugada. É quando crio situações na minha cabeça, ora de agradáveis conversas, ora de discussões homéricas.
Essa noite não consegui terminar a minha conversa. Simplesmente por que não havia argumentos nem justicativas.
Acordei com a pergunta na cabeça: Ok... É isso que realmente quero? Arrumar mais problemas quando há tantos ainda sem solução?
E essa pergunta vai permanecer por dias a fio, sem a resposta que quero, entre o sim e o não.
Ando inconstante demais. Ando instável demais. E isso não é bom. Preciso urgentemente de normalidade para 2010.
E a pergunta em questão, tá longe me trazer normalidade para minha vida.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

The question is...

Anda fazendo um calor do cão nessa terra de meu Deus ( tenho dúvida se Deus não esqueceu o termostato dessa cidade ligado ás vezes) e eu não funciono bem no calor.
Festas de final de ano também colaboram para um aumento consideravelmente desesperador na balança. Engordei tanto que meu IMC passou de 16,8 para 18,6. Isso não é bom. Logo meu número 36/38 fica pra trás. E lá vai eu sofrer até o meu aniversário em janeiro pra perder os quilos a mais.
Também ando tendo sonhos estranhos. E lá vem os significados deles. Na noite do dia 25 sonhei com água benta, lua, boneco de pano. Não citarei o nome do boneco aqui, mas parecia que eu estava fazendo um voodoo do bem. Vá entender!
Dia 26 recebo uma visita que não esperava. Lá vai eu tentar juntar o sonho do dia 25, com a visita do dia 26. Pensa daqui, pensa dali, muitos "serás?" depois, cansei.
Ainda tem o ano novo essa semana e junto com a virada mais uma expectativa, e não quero pensar nessa expectativa.
A semana vai ser corrida e quando ver BUM! Janeiro já está ai. A soluçao é não pensar e deixar rolar.
Agora diz isso pra minha ansiedade que fica me cutucando de 5 em 5 minutos. Bleh...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

In the end

"I tried so hard
In spite of the way you were mocking me
Acting like I was part of your property
Remembering all the times you fought with me
I'm surprised it got so [far]
Things aren't the way they were before
You wouldn't even recognize me anymore
Not that you knew me back then
But it all comes back to me [in the end]
I kept everything inside
And even though I tried
It all fell apart
What it meant to me will eventually be a
memory of a time when

I tried so hard and got so far
But in the end, it doesn't even matter
I had to fall to lose it all
But in the end it doesn't even matter

I've put my trust in you
Pushed as far as I can go
for all this
There's only one thing you should know."


"O quanto eu realmente tentei
Apesar do jeito que você estava me gozando
Agindo como se eu fosse parte da sua propriedade
Lembrando-me de todas as vezes que você brigou comigo
Eu estou surpreso que isso chegou tão longe
As coisas não são do jeito que eram antes
Você nem ia me reconhecer mais
Não que você me conhecesse há uns tempos atrás
Mas tudo volta para mim no fim
Eu guardei tudo dentro de mim,
e embora eu tenha tentado,
Tudo desmoronou
O que isso significou pra mim será eventualmente
uma lembrança de um tempo quando

Eu tentei tanto
E cheguei tão longe
Mas no fim, isso não tem importância
Eu tive que cair para perder tudo
Mas no fim isso não tem importância

Eu depositei minha confiança em você
Fui até onde eu pude ir
E para tudo isso
Há só uma coisa que você deveria saber."
( In the end Linkin Park)

No final, realmente não valeu a PENA.

domingo, 20 de dezembro de 2009

I don't mind - 2010

" That's if you don't mind, I don't mind."


"É hora de fazer tudo o que sempre quis. E é maravilhoso ver que tudo o que sempre quis é simples, belo, acessível, fácil, do bem."
(Caio Fernando Abreu)


Porque esse misturança de música com Caio Fernando Abreu? Porque a música é algo bem entalado na garganta que alguém deveria ouvir, e Caio Fernando Abreu é o que descreve o que quero para o próximo ano.
Como li em uma camiseta:

"Que se foda 2009! Que venha 2010!"

2009 não foi um ano muito "easy". Porém teve suas compensações. Fui a lugares que não conhecia e amei, conheci pessoas que conhecia virtualmente e finalmente pude dar um abraço forte, ( Sandra Timm, Lucas Timm e super Tad) eliminei algumas etapas de estudo que durariam mais tempo e sinceramente estava desanimada para seguir em frente ( agradeço a Cah, minha irmã que me obrigou a sair da cama no dia das provas, mesmo com chuva.)
Me surpreendi com pessoas, me decepcionei com outras, chorei, ri, senti raiva, quis matar, quis morrer. Tive amigos inesperados que surgiram em momentos essenciais pra me tirar do buraco e ver que tem vida lá fora ( Marcelo, não esqueça eu sou a madrinha do seu casamento!).
Deixei de amar, senti alívio, e amei de novo. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, fui traída, mas não trai. Esqueci, perdoei, lembrei a traição, chorei, senti raiva. Quis morrer de novo. Quis matar de novo.
Presenciei atos de coragem, presenciei atos de covardia. Cometi erros, acertos. Briguei. Fiz as pazes. Sonhei, acreditei, desacreditei. Fiquei em dúvidas, tive certezas, me fiz perguntas, perdi e achei respostas. Desisti algumas vezes, persisti em outras. Tive o pé no chão muitas vezes, me iludi em outras tantas.
Cresci. Me isolei e quis as pessoas por perto. Tive paciência, perdi a paciência, quis fugir. Senti paz e ansiedade no mesmo momento. Me preocupei com pessoas que não deram a mínima. Deixei de me preocupar. Senti calor, senti frio não importando a estação do mês. Tive conversas excitantes, cerebrais, sentimentais ( Tio Bu, essa é pra você). Reergui e reconquistei amizades, ganhei uma irmã de coração ( Kitcha, em 2010 é nóix!). Tive fé, perdi a fé, recuperei a fé. E esperei. Na verdade, espero. Ajeitei namoros, ganhei filhos postiços, fui a mãe mais descolada e legal da escola. E penso que mesmo com problemas, altos e baixos, meu livro da vida está indo bem. Cresço e envelheço a cada dia como se deve ser. E quero mais, muito mais.
2010 vem aí... E no próximo final do ano terei crescido mais, aprendido mais, ganhado algo e perdido algo. Mas estarei inteira, viva, aprendendo. Tudo isso, se Deus quiser.

Então, diferente do título desse post, e da frase dessa música, muito me importa o que irá acontecer em 2010.
O que não me importa realmente, são as tantas vezes que me senti mal em situações difíceis. Sejam elas causadas por pessoas, ou por escolhas impensadas, precipitadas. No final das contas, estou melhor, e levantei mais forte. E é isso que me importa. O resto, "I don't mind..."

Se não aparecer mais por aqui esse ano, que todos nós tenhamos uma maravilhosa noite no dia 31!

Tudo o que eu deveria dizer...

Lendo outro blog que acompanho, descobri "lá" algo que gostaria muito dizer para alguém. Com algumas modificações feitas por mim, estão as palavras exatas que, gostaria que "alguém" soubesse:



"Eu gosto de você porque você segue um ritual tradicionalmente perfeito quando me vê: bebe, manda uma mensagem ou liga e, em poucas horas, estamos juntos onde quer que nos encontremos nesse mundo de meu Deus.
Eu gosto de você, na verdade, porque você consegue o perfeito equilíbrio entre ter personalidade e aturar as minhas frescuras mesmo quando, certamente, tudo o que eu merecia era um “você não tem mais 15 anos” ou um sonoro “vai te foder”. Você também tem um jeito de dirigir peculiar. Se distrai no trânsito e eu penso que vai bater no meio fio. Se nada desse certo na sua vida, talvez você fosse um ótimo motorista de ônibus. Estranhamente, eu gosto de você por isso também.
*Você é disposto, determinado, bem- humorado e uma porção de coisas mais diferentes de mim. Porque eu sou preguiçosa, reticente, tagarela extrema 8 ou 80 e explícita na maioria do tempo. Vez ou outra, exercito essa coisa da discrição.
Eu gosto de você porque você não é bonito, nem perfeito nem porra nenhuma de tão bom. Tudo isso só pra que eu não me sinta culpada de nada. Ao contrário, sou antecipadamente desculpada por tudo.
E desculpada sou, porque te conheço tão a fundo sem você saber, e mesmo que você saiba finge que não vê.
Nem tão bonito você é. Você também não é essas coisas de inteligente não, sabe? Também não é burro porque eu não conseguiria amar uma coisa que odeio. Você é você. Inteligência na medida certa porque sabe que tem muito a aprender. Você tem um jeito único, e talvez perturbador. Uma doença corrosiva, mas silenciosa, que vai consumindo a pessoa aos poucos, mas progressivamente.
Eu gosto das suas mãos. Elas são delicadas, estão sempre quentes e tem o toque perfeito. Gosto quando elas me procuram ávidas, ou quando recebo carinho macio. Elas se encaixam perfeitamente no meu corpo.
Eu gosto de você, porque parece inocente, sem ser. Eu gosto de você, porque liga e pergunta se está tudo bem, e mesmo sabendo que pode não estar bem, sabe como me deixar bem quando está por perto.
Eu gosto de você, porque consegue deixar seu cheiro em mim, por dias a fio, me lembrando a todo momento que você existe.
Eu gosto de você, porque não mistura nossos mundos, porque sabe que isso acabaria em escandâlos e julgamentos errôneos se acontecesse, mas quando estamos juntos, o meu mundo, o seu mundo fica do lado de fora mesmo que por algumas horas.
Eu gosto de você porque você já sabe muito sobre mim e eu não quero começar tudo do zero e explicar o que eu sou pra outro, compreende? Porque eu tenho preguiça e isso me consome mais do que ser consumida pela doença você. Aí eu me sento na beira da cama e fico olhando você acender um cigarro enquanto eu só olho você. É muito mais relaxante, ao contrário do que todos pensam. Mas eu acho até que você sabe disso. E sabe tanto que cultiva uma vontade avassaladora de me deixar pra lá. Assim sobra tempo pra também cultivar uma vida decente, mais digna longe de mim e sem tantas maluquices espalhadas por ai nos momentos que esta comigo. Porque eu vou deixando meus pedaços por aí, em você, pra nunca esquecer de mim, mesmo que queira. E eu sei que não esquece.
O que acontece comigo é o mesmo que acontece com todos os seus livros: você sempre pára na metade. Aliás, com todas as mulheres. Você faz uma pilha, junta um monte, mas nunca chega ao final de nenhum. Fico na dúvida se é medo de acabar porque gosta ou vai perdendo o interesse ao longo das páginas. E tudo isso é metáfora.
Parece errado, mas você é tão viciante que dá vontade de voltar. Aí eu volto. Estou quase promovendo você de doença degenerativa à abstinência de entorpecentes. Porque em tudo na minha vida você se encaixa. Na verdade, nada encaixa, mas esse é o verdadeiro encaixe perfeito. Eu saber que você é de todo errado antecipa minha redenção. E você não sabe o quanto eu te agradeço por isso. A cada dose homeopática, a salvação. Sem dramas. "

( Acho que é isso - Amanda Borba)
(* partes modificadas)

E realmente acho que é isso.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Come back when you can

Nunca fui fã de ser Rapunzel. Nem mesmo tenho tranças compridas, porque devido a um erro de uma "profissional" tô mais pra Joana D'arc do que outra coisa. Mas tudo bem, quando os cabelos crescerem, volto a colocar os pés na rua. Até lá, somente por extrema necessidade. No meu momento Joana D'arc, Rapunzel, fico aqui pensando, esperando, com mil teorias.


Quando se tem uma imaginação fértil, imagina-se mil e uma coisas. Não deveria tê-las mas sendo uma criatura imediatista, com o sobrenome "Preocupação" e o apelido "Ansiedade", fico aguardando uma mensagem que não vem. Um sinal no msn de que está tudo bem ( bem não esta, mas pelo menos vivo, espero que esteja).


Para minha alegria de começo de semana, recebo uma notícia. Ouups! Tá quase tudo bem. Só que vem aquela sensação de querer proteger, fazer isso passar logo, sendo que tem que ter paciência e deixar o tempo passar. Ok, esperemos o tempo passar. E depois como fica? O depois não faço idéia. O que sei é o agora. É o agora que me faz falta. O hoje. Do futuro, o amanhã não sei. Fazer planos é até fácil. Mas o hoje como fica? Porque é no hoje onde está o que sinto e o que quero falar. É no hoje que está a falta dos risos, dos abraços, das mãos entrelaçadas, dos dedos brincando, de uma blusa emprestada numa noite fria. É no hoje, que sinto falta dos beijos, da voz, do carinho. É no hoje que me dói a falta do cheiro, do desespero, da emergência de estar junto, das palavras. Dos horários marcados, das mentiras para os encontros acontecerem e da alegria quando eles acontecem. É no hoje que me faz falta as batidas descontroladas do coração, o joguinho de sedução . É no hoje que ele me faz falta.
É no hoje que me faz falta o que já vivi.


Nessas horas me vem uma música bonitinha do Barcelona, que em um trecho diz assim:

"Come back when you can.
Let go, you'll understand.
You've done nothing at all to make me love you less.
So come back when you can.

Come back, I'll help you stand.
Let go and hold my hand.
If all you wanted was me, I'd give you nothing less.
So come back when you can..."


"Volte quando você puder
Deixe ir, você vai entender
Você não tem feito nada para me fazer te amar menos
Então volte quando você puder

Volte, eu vou te ajudar a levantar
Deixe ir e segure minha mão
Se tudo o que você queria fosse a mim, eu não te daria nada a menos
Então volte quando você puder..."

( Come back when you can - Barcelona)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um lugar para chamar de seu

(Pousada do Finca Espirito Santo)

Isso que é um lugar pra se chamar de "seu". Meu sonho de consumo. Moraria ali, sem pes-ta-ne-jar! É só olhar a paz que o lugar oferece, e ver a vontade de se enfiar ali e nunca mais sair!
em vez de um "homem" para chamar de seu, ficaria com um "lugar" assim para chamar de meu.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sem rótulos, sem títulos



"Que vem passando aquela moça?

Mas que caminho tão escuro que vem passando aquela moça?"











Só a moça sabe.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Torre

O Príncipe vê o mundo através da sua torre.
Está tão perto do céu, está tão perto do sol.
Você vê Deus da sua torre, Príncipe?
Você sente Deus, olhando o céu a noite Príncipe?
Rodeado de estrelas...
Não deveria se sentir sozinho, mas ele se sente.

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

O que você quer Príncipe?
Tome o seu tempo, pegue o meu tempo e me explique.
Dê sua mão, pegue minha mão, me explique.
Ela é o que mais de real você sempre teve.
Mas ele prefere descer da torre, e cair no mundo.
Príncipe quebrado, com sua carruagem quebrada.
Porque essa solidão Príncipe?
Você pode ter em mãos tudo o que você quer.
Ou não?

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

Paz de espírito, não se compra Príncipe.
Amor, não se compra Príncipe.
E ele é tão amado...
Aparentemente tão amado.
Loucamente tão amado.
De um amor que ele desconhece.
E o que são todos esses súditos querendo subir em sua torre?
Querem ver o mundo com os olhos do Príncipe e nada mais.
Mas você sabe que eles só querem isso de você, não é Príncipe?
E isso dói...

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

Quando ele desce da torre e vai para o mundo, passeia disfarçado.
Não aceita ser Príncipe, ele só quer ser mais um na multidão.

(Segredo, segredo!
Ninguém pode saber que ele é um Príncipe!)

Ele não quer ser visto como um Príncipe, mas ele é.
Ele esconde seus medos, seus anseios, suas frustações
visitando o mundo de Alice.
O que você afinal quer dela, Príncipe?
Ela é uma plebéia, uma súdita.
Ele encontra paz nos caminhos de Alice.
Ele sabe que ela sempre estará lá para ele.
Mas ela encontra dor nos caminhos dele.
Dores dele, dores dela.
Por isso ás vezes o Príncipe foge da sua torre!
O que você espera encontrar aqui embaixo, Príncipe?

( Segredo, segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

Por muitas vezes o Príncipe sai em busca de aventuras.
Por muitas vezes o Príncipe sai em busca de ilusão.
Entrega-se ao prazer da Bruxa da Neve.
Entrega-se ao prazer de Baco.

(Segredo, segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

No Castelo ele é o Príncipe!
Intacto, educado e perfeito.
Deve ser perfeito.
Porque Príncipes nasceram para serem perfeitos.
Mas ele não quer.
Ele não quer ser Príncipe.
Ele mente, ele encena, ele finge.

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

O Príncipe quer ser aceito.
Mas procura tudo isso de forma errada.

(Segredo! Segredo!
Ninguém no Castelo pode saber!)

O Príncipe é triste, e todos a sua volta fingem uma alegria que não existe.
Até mesmo ele.
Mas isso não é mais segredo, todo o Castelo sabe.
Mas ninguém mais pode saber.