domingo, 31 de maio de 2009

12 de junho

Data do dia dos namorados no Brasil. Nos EUA dia 14 de fevereiro. E eu acho que ganhei um encima da hora dia 30 de maio. Eba!




Frio do caramba! ugh!
16:14 min

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pôr-do-sol




"Andreas saiu mais uma vez apressado para o trabalho. Sem entender muito bem o que havia acontecido e tentando não pensar no que havia lido "louca, completamente louca" dizia para si. Ele sabia que as coisas aconteceriam de qualquer jeito. Algo como predestinado, sem poder fugir. E fugir, porque razão? Ele não era homem disso. Fugir. Ao contrário, enfrentava todos os dias tudo o que vinha sem pestanejar. Mas aquilo fugia um pouco da sua concepção de normalidade. Intrigava as palavras dela. Intrigava a segurança a certeza e até a calmaria, vidente, exposta latejante. "Não vou mais pensar nisso, nem no que ela me disse, nem nada mais." A vida dele era de certa forma boa. Quase centrada. Tudo estava nos seus devidos lugares, tentando ajeitar aqui ou acolá algumas situações. A correria do trabalho, os amigos, a namorada. Mas Giovanna surgiu sem explicação. Na verdade ele não sabia, mas havia buscado a presença dela em sua vida. Ah... as palavras dela lhe faziam tão bem. Ela lhe acalmava de certa forma. Não admitiria jamais que pudesse existir ser humano como ela, porque pessoas como ela não existiam. Somente em contos, poemas e histórias. Eles eram parecidos. Surpreendentemente parecidos. Se encaixavam como peças de um quebra-cabeça. Giovanna prestava atenção em cada palavra e vírgula digitada por ele. Ambos buscavam acima de tudo paz. Só que dessa vez ela realmente tornou as coisas um pouco assustadoras. "Me apaixonar... ficar mais fácil... Quem diabos ela pensa que é?" Tamanha irritabilidade é porque ele sabia que era possível. " Não. eu não quero mais problemas além dos que tenho" pensou ele. Mas mesmo sendo um homem forte, de fibra, corajoso, sabia que acabaria cedendo. Não que fosse uma competição de Titãs, mas porque ele sabia. E porque acima de tudo queria. E por querer sabia que quando acontecesse, tudo em seu mundo modificaria de certa forma. "Temos um código, um segredo" lembrou ele e sorriu. Com Giovanna não havia máscaras, ele se mostrava tal como era. Despido, transparente. Não que não fosse autêntico, isso era uma de suas qualidades. Também não era falso. Mas com ela não havia travas na língua. A cumplicidade era total. "Você é meu, eu sou sua e ponto final" disse ela certa vez. Nada Shakeasperiano, romântico. Ela disse de forma ácida, direta, repentina. O que eles tinham era algo que fugia do cotidiano normal. E só eles sabiam o que acontecia entre eles. E não era um conto de fadas. O mais surpreendente é que era real. E possível. Mesmo com toda a distância. Ele não pensava nela em todos os momentos. Não precisava. Ele sabia que ela sempre estaria lá. " Alma gêmea... nos dias de hoje ela ainda acredita nisso?" pensou intrigado. Ele conhecia ela. Sabia do que ela gostava. E ambos gostavam de música. E através delas, tentavam mostrar um para o outro sua essência. E mesmo assim, em algumas coisas ela era indecifrável. Como uma melodia cantada só pela metade, quando esquecemos a letra. E isso o intrigava e o fascinava. E ela sabia. Giovanna era simples. Normal. Inteligente, terrivelmente carismática, maldosamente divertida. Ele não sabia muito da sua vida diária, e ao mesmo tempo a compreendia profundamente. Ela se sentia diferente de tudo e de todos. E sabia que era. Pagou caro muitas vezes por sua sensibilidade excessiva. Vivia cercada por pessoas, mas sabia que era só. E gostava disso. Houve um tempo em que isso lhe deixava triste. Mas nos dias de hoje fazia-se forte o suficiente para não mais permitir isso em sua vida. Desde o primeiro momento em que teve contato com Andreas não usou de defesa. Dispôs da armadura. Sentiu que não era necessário. Falaram sobre quase tudo que a madrugada permitira. Ele falou um pouco dele. Ela falou muito dela. De coisas banais de coisas importantes. Falou o quanto gostava de música, vento, tempestades, andar descalço, estar sozinha sem se sentir só. Com o passar dos dias, Andreas se tornou importante sem ser uma obsessão ou sonho. Tornou-se como algo possível um dia. Ela se sentia feliz por ele existir e pronto. Não o esperava com ansiedade mas ficava extremamente feliz quando ele aparecia. Antes de tudo ela tentava ser amiga e escuta-lo da forma mais correta possivel sem deixar que o que sentia interferisse na amizade. Andreas se tornou um segredo. Algo tão importante e verdadeiro que de forma egoísta não foi compartilhado. Com ninguém. Nem mesmo com os amigos mais próximos. Ela preferia assim. Andreas era algo tão bom para ela, que precisava ser mantido assim, intacto. Sem opiniões alheias ou perguntas. Era algo que ela preservava de forma carinhosa. Nem mesmo ele sabia. Foi então que em um dia de impaciência e euforia ela se deixou perceber. "Tudo ou nada" ela pensou. Procurou uma forma de que ele percebesse o que já não queria guardar para si, e ele sendo o motivo deveria saber, afinal de contas acontecesse o que acontecesse ela seria capaz de arcar com as consequências, fossem elas boas ou ruins. Em algum lugar ela tinha Andreas na sua vida. Só não sabia em que parte se encaixava. Com o tempo sem ele saber, os outros começaram a perder a importância. Seus flertes começaram a ficar banais. Haviam aqueles que desejavam seu corpo. Haviam aqueles que a admiravam. Mas ela não queria nada mais disso. Ela queria Andreas sem nem mesmo saber se um dia poderia estar com ele. Optou por isso e a sede silenciou. Ela esperaria por ele sem sacrifícios. Por escolha, porque queria. Queria estar em paz quando o visse. Sem resquícios de ninguém. Intocada. Se sentia melhor assim. Nada superava a paz que ele lhe proporcionava. E ele nem mesmo sabia disso. A cada conversa com Andreas, ela tinha inspirações. Ele havia tomado tamanha dimensão na vida dela e não fazia a miníma idéia. E ela não contaria jamais. Queria que acontecesse tudo naturalmente sem ansiedade, dependência ou desespero. Ela não queria isso dele, nem para ele. Andreas seria importante sempre para ela. E isso era um fato. Ela queria ser algo bom. Natural e fixo. Criou um ritual todos os dias. Acordava pela manhã, agradecia pela noite, abençoava o dia que estava por vir. E pedia proteção a todos que ela realmente amava. Andreas estava sempre incluído em suas orações. Pedia a Deus, santos, anjos e a tudo que fosse do bem que protegesse ele. Sempre. Como se fosse uma forma de dizer a ele todo dia que, queria que ele estivesse bem. E pedia a Deus, que um dia ele viesse. Que pudesse estar perto. Mas sem contagem regressiva. Sem ansiedade. Ela sabia que um dia ele estaria perto. E ouviria sua voz. Tocaria nele. Sentiria seu calor e seu cheiro. Esperava esse dia como um pôr-do-sol. Com aquela boa sensação que invade. Que preenche. E pacientemente sorria feliz porque queria isso, com uma certeza jamais sentida antes. "Você é meu, eu sou sua e ponto final", lembrava ela as palavras que havia dito a ele um dia de forma natural. Uma frase curta com significado imenso porque eram palavras sinceras e que ela tentava expressar para ele que eram reais. Realmente reais. Assustadoramente verdadeiras. E claramente sentidas por ela. E porque tinha essa certeza, teria. Um dia teria Andreas. Com a mesma sensação do pôr-do-sol."


01:45 hs

domingo, 24 de maio de 2009

Rain all day!

"Dedo não é coração." Sandra Timm. Pra quem não sabe alguém que enxerga a milhões de anos luz. E diga - se de passagem, alguém que tem mais certeza das minhas coisas do que eu mesma.


Just wait...


17:49 hs

sábado, 23 de maio de 2009

Stranger Things - The mission

Pois é , coisas estranhas de novo. Quando acontecerem porque eu sei que vão, eu conto.
Estudando muito também. Ugh!



00:38hs

domingo, 10 de maio de 2009

Você...

Que me deixa borbulhando com palavras e sensações que não defino. Com possiblidades de que os dias se tornem mais quentes e menos frios. Não que o frio externo preocupe, mas o frio que vem de dentro e que escondo tão bem. Você que não conhece meu tom. Nem meus cheiros. Meus sons de calmaria nem os sons de turbulência. Você que não me toca, que não me vê. Porque isso ainda não foi preciso nem possível. Porque conseguiu tocar lá dentro, lá no fundo, onde ninguém tocava há muito tempo. Você que me faz rir baixinho ou com gargalhadas em alto e bom som. E penso e penso, " isso que quero, mas isso que não é possível". Você que apareceu de forma inesperada, e eu fui indo embalada nas suas palavras como que embriagada por sensações desconhecidas. Você em que me espelho e me vejo tão bem. E isso me faz bem, me faz mais viva, me faz viver melhor. Onde e como as coisas aconteceram que eu não percebi? Onde começou tudo isso que já se perde dentro de mim? Eu não sei quando foi... Elas surgiram de forma inesperada, nada sutil, com um apelo gritante, quase que em plenos pulmões, gritando : " Está no caminho errado, olha pra cá, eu estou aqui." E você percebeu. E estendeu sua mão com possibilidades. Que agora peço e peço baixinho : " Aconteça." Aconteça para que eu saiba que você existe, que não é fruto da imaginação, que já caiu, machucou, e continuou vivendo, sonhando, querendo assim como eu. Aconteça para que eu saiba que o mesmo bem que você me faz, eu farei a você. Venha. Sem meias palavras, sem medidas, sem bons costumes ou educação. Em dia de sol, em dia de chuva. Não interessa como, desde que venha. Me tome em suas mãos. Eu vou entender o seu olhar. Eu vou enxergar a minha imagem lá dentro. Me ensine. Aprenda comigo. Me sinta. Me respire. Me busque. E por favor, me encontre." ( GM)
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Domingo - 23:35hs

The winter is here...

Pois é. Chegou o inverno. Graças a meu bom Deus que ainda permite existir as estações, coisas que se dependessem do homem já não existiriam. Mas não é só o inverno que tá chegando por aqui. Tempestades internas estão querendo surgir e com algo digamos, quase que impossível. Leis da física baby, distância, tempo e por aí vai. Odeio física. Também não gosto muito do lance de sincronicidade, ou do termo "semelhante atrai semelhante", "iguais se complementam..." porque simplesmente meu semelhante nunca está no lugar que deveria. Li uma vez que " devemos amar quem podemos ter por perto". Sou totalmente contra isso. A gente ama independente de distância.
E agora Caralius, o que faremos? Bom, o jeito é deixar a tempestade vir. E deixar ela passar. Porque o motivo da tempestade anda ventando para outros lados. Quem sabe com sorte, um dia não acabe ventando por aqui, certo? Enquanto isso eu tento domar meus ventos sozinha.
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PS: entenda nas entrelinhas...
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04:38 hs...
Sim, é de madrugada...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O sapo

Então que o sapo foi beijado mas não teve jeito. Virar Príncipe? Nem com reza braba nem com macumba forte. E eu tentei. Tentei até onde poderia. Até onde aguentava. Mas cansei do brejo gosmento que consequentemente formou-se dentro de mim. Não quero mais sapos. Na verdade estou tentando tirar os limos e musgos que ele deixou por aqui. Na verdade acho que já até tirei porque não me importa mais o sapo. Só queria que alguém um dia costurasse a boca dele. Quem sabe assim ele não criaria mais limos nem musgos em ninguém.
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E chega de sapos nessa vida.
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Gio
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01:59 hs

O Príncipe

Pode ser aquele que usa branco e anda de moto. Pode ser aquele que usa óculos. Mas quer saber? Queria mesmo que fosse aquele que me deixa tonta. Quer saber também? Esquece.
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Gio
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01:15 Hs