sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ah o amor, essa raposa...

Não escolhe idade. Realmente não. Me pego vendo a primeira paixão - amor correspondida da minha filha. E mãe ás vezes é igual a corno, sempre o último a saber. Mas sabe que me apeguei ao muleque? Ele parece ser um menino politicamente correto, e nos dias de hoje santo pai, tão raro. Ainda estou me acostumando com a idéia porque o "amor" ainda está em fase virtual.
Aconteceu tanta coisa rápida demais que ainda não parei pra respirar.
Primeiro é que ela foi embora para Brasília. E acreditem, não é nada fácil acostumar com a idéia.
Dia 16/12/2008 ás 18:00 hs ela partiu. Pra longe de mim. Agora eu sei qual a sensação de cordão umbilical cortado. E mãe independente de idade, sempre se preocupa se está comendo bem, dormindo bem, respirando bem, enfim tudo o que antes era feito perto da gente. E dói. E eu chorei por dias a fio. E o irmão ficou revoltado, rebeldia aos 6 anos de idade. Ás vezes sinto a falta que ela faz a ele. Mesmo que estando perto sejam somente provocações e gritos e mãe no meio dizendo: - Chega!
Ás vezes me pergunto se estou fazendo o correto ou se estou fracassando como mãe. Sem falar do egoísmo. Mãe tem medo de perder lugar de mãe, mesmo sabendo que não perde. Mãe sabe que é necessário mas não quer ver filho crescer. E a gente sempre pensa que as asas deles são mais fragéis. E nem sempre são.
Mas voltando ao assunto, o amor... Ah essa raposa.... Raposa mesmo? Amores de adolescência acho que são os amores mais sinceros que podemos ter. Planejamos o encontro com a pessoa, achamos que a pessoa é uma das coisas mais importantes da vida. E os pais olham e pensam: " - É lindo isso mas um dia acaba."
Acaba? Não sei. Eu tenho ótimas recordações do meu amor dos 13 anos. Guardo no coração com carinho. E estou gostando de participar da história dos dois, mesmo que seja de observação.
Ele fez um poema pra ela, achei tão lindo... Pedi permissão e vou postar aqui:
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"Amor, você pode ter certeza.
Estou aqui tentando manter a firmeza.
Minhas palavras no papel vão ficando.
E meus pensamentos com você viajando.
Eu sabia que não iria aguentar.
Os olhos de água vão se enchendo.
E as lágrimas de saudade... escorrendo.
E este papel estão a molhar.
Queria agora poder te ter.
Queria sempre que pudesse ir lhe ver.
Sei que não adianta chorar, lamentar.
Tem que levantar a cabeça, lutar.
Os que me apoiam distante estão.
E isso me dá um aperto no coração.
Tia Gi e tia Camilla a vocês, tenho uma enorme gratidão.
Amo vocês de montão.
Com essas palavras que por um amador foram retratadas.
Eu tentei mostrar.
Que o que eu sinto por você Nathy não vai passar."
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João
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Preciso dizer mais alguma coisa?!
Que seja infinito e lindo... Enquanto dure.
E eu torço que dure muito, muito tempo.
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Sexta feira quente ugh!
21:58hs

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