segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Algumas coisas que muito gosto

"Queria ter sido com você o que não fui com mais ninguém. Mas não deu. Talvez nosso encontro deva ser assim, na exata medida do descompromisso. É que você não é a pessoa mais delicada do mundo, embora pareça. Sua secura muitas vezes me deixa fora do eixo. É quando fico me perguntando o que ainda nos une. Abraçados, corações aos saltos, antes de levantar pra encarar o dia e o mundo de verdade fora do quartinho. Aí percebo que nossa relação é maior que os clichês. E como você diz, quando ficamos juntos é em nome da liberdade, não da obrigação."
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“Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo para que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. e não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou só do que ficar à mercê de visitas adiadas, encontros transferidos. No plano REAL: que história é essa? No que depender de mim, estou DISPOSTO e ABERTO.” (CFA)
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"Não, não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, sou definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto mas, se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada." (CFA)
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"Se você for exatamente como imagino, igualzinho aos meus sonhos, eu vou embora. Detesto desmancha prazeres." (Martha Medeiros - "Sonho")
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"Quando tudo faz lembrar. Quando tudo faz ficar. Aí vem a sensação de que os caminhos não se cruzam ou entrecruzam por acaso. Te disse que a fantasia entre nós se rompeu. Outras fantasias entre nós se farão. E é disso que é feita a vida. De eternos retornos. O que fica é a vontade de amanhecer junto com o sol de manhã. Renascer com um desejo novo e nenhum peso no peito."
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" Nunca tive, e ainda não tenho, a percepção do sentimento da minha identidade pessoal. Apareço perante mim mesmo como um lugar onde há coisas que acontecem, mas não há o 'Eu', não há o 'mim'. Cada um de nós é uma espécie de encruzilhada onde acontecem coisas. As encruzilhadas são puramente passivas; há algo que acontece nesse lugar. Outras coisas igualmente válidas acontecem noutros pontos. Não há opção : é uma questão de probabilidades."
(Claude Lévi-Strauss)
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" Mesmo que eu não mereça, venha. Ou talvez os que menos merecem precisem mais. Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas. Se tanto amor dentro de mim recebi e continuo inquieta e infeliz, é porque preciso que Deus venha. Venha antes que seja tarde demais." (CFA)
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"Completamente insano, mas extremamente sábio." (CFA)



"...Quem só acredita no visível tem um mundo muito pequeno..." (CFA)



"Deixa que a loucura escorra em tuas veias, e quando te ferirem, deixe que o sangue jorre enlouquecendo também os que te feriram." (CFA)



"Quero outra vez um quarto todo branco e um par de asas. Mesmo de papelão." (CFA)



" É difícil aprisionar os que tem asas." (CFA)


Se eu tivesse que contar hoje minha vida para alguém, poderia fazê-lo de tal maneira que iriam me achar uma mulher independente, corajosa e feliz. Nada disso: estou proibida de mencionar a única palavra que é muito mais importante que os onze minutos - amor.

Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.

E quem ama o máximo, sente-se livre.

Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.

Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.

Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.

Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la."

Trecho do livro "Onze minutos", de Paulo Coelho.


" Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto,
Mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele."

Mario Quintana


"Não vou exigir muito. De fato não me contento com pouco. Explico sobre os dedos que desenham sob os desejos da alma. Você solta os teus para que eles mesmos reflitam sobre o toque. Se ainda não souber recitar com o tato, segure os receios. Coloca dedo a dedo sobre a minha pele... há em mim caminhos infinitos."


“Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.” (CFA)


"Felicidade se acha é em horinhas de descuido. Amar você me fortalece."


In three words I can sum up everything I've learned about life: it goes on!!

Eu disse: você vai se afastar.
Você disse: não.
Você foi se afastando.
Duvidei: você está se afastando?
Você respondeu: não.
Garanti: você continua se afastando.
Você garantiu: não.
Você se afastou e eu gritei:
Ei, você se afastou.
Você estava tão longe que nem me ouviu.

(Glória Horta - "Eu Disse" - in Sangria)


Quando a porta do coração de alguém não se abre pra você, fuja !

Já presenciei inenarráveis histórias de amor impossíveis. Um fazendo de tudo pra conquistar o outro, inutilmente. O cara é punk, ela pinta o cabelo de roxo, faz piercing e nada. Geógrafo, ela compra os últimos lançamentos de Geografia e lê. Sem chance. Deprimido ? Ela se transforma num livro vivo de auto-ajuda. Pobre, ela esconde suas roupas caras. Broxa, com jeito convence o sujeito a procurar um médico. BAIxinho, ela quase fica corcunda. Em vão. Infantil, ela, feminista, mistura o Nescau no leite e passa manteiga no pão. Só pra ilustrar do que a vontade do amor é capaz.

Amiga, desista. A porta do coração do elemento não é de aço, não está trancada e não se abre pra você. Não se abriu, não se abre, não se abrirá.

O sarado casa com uma gorducha flácida e inteligente. O geógrafo se apaixona por uma popozuda que (bem feito) não lhe dá a mínima. O broxa conhece uma frígida. E um deles arranja uma mulher e se casa em dois meses, e ela é o oposto de você.

É incompreensível, mas mentira é não compreender.

Com a gente o mesmo sucede. O homem perfeito aparece, faz tudo por nós, e a gente dispensa sem culpa e esquece sem perceber.

Ele não te quer? Desapareça sem deixar vestígios porque o tempo passa depressa, a vida é curta mas é larga, e existem casos verídicos de pessoas que tentam uma vida inteira. Tem gente que acaba se viciando nisso. E o que é pior: ele pode até se casar com você.

(Glória Horta)


Respeite o silêncio
a omissão,
a ausência.
É meu movimento de deserção.
Abandonei o posto,
rompi a corda,
desacreditei de tudo.
Cansei de esperar que finalmente um dia,
minha fotografia
fizesse jus ao seu criado-mudo.

(Flora Figueiredo - "Retirada" in Calçada de Verão, 1989)

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor que coubesse
no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.


"A quem faço falta, falto. Tudo passa. Passa depressa, passa sem pressa. Mas não mata, passa." [GH]

"Agora tragam-me ferros em brasa e marquem meu corpo que eu estou forte. Estabeleçam leis e eu as transgredirei – todas – e determinem padrões que eu os romperei. Cortem minha cabeça. Eu sobreviverei apenas com o coração." [Glória Horta]

Old things...

Gio guerreira! Gio mulher forte!
Gio menina brejeira, Gio que não teme nem a morte... Essa é a minha amiga Gio... uma pessoa que luta pela felicidade. Uma pessoa que luta pela vida. Uma pessoa que luta pela felicidade dos amigos! Alguém que eu aprendi a admirar. Alguém que eu aprendi a olhar com os olhos do amor.P ois ela é alguém que eu aprendi a amar! Gio eu não sei expressar muito bem a admiração que tenho por tua coragem e força e fé! Mas de uma coisa eu tenho certeza: és uma grande mulher! Uma vencedora na vida... alguém que ilumina os lugares por onde passa... alguém que sabe dar significado a palavra amizade! Que Deus esteja sempre contigo, minha linda amiga! Te amo!
( Sandra Timm)



E eu amo essa cerejona! :)