quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Escolhas

Cometi um plágio ( outra vez). Mas não resisti. Espero que o dono do blog ( um dos meus preferidos) não fique bravo comigo. Mas pqp... Show... Precisava vir pro meu...

Escolhas

"Ele procurava todos os dias entender suas escolhas. Os mecanismos que faziam funcionar aquele negócio que as pessoas chamam de livre arbítrio. Não as decisões bobas do dia a dia, muito menos as escolhas quase inconscientes que fazia sem perceber. O que comer, o que vestir. Estas ele considerava bestas e sem a menor importância. Trabalho, carreira, dinheiro. Estas também ele desprezava pois no final das contas eram praticamente matemáticas. As escolhas que lhe interessavam eram aquelas que ele fazia com gente.

Porque as determinadas amizades entre milhões de pessoas, desprezando totalmente outras tantas que poderiam ser totalmente interessantes. Porque aquela pessoa especial em detrimento a tantas outras, talvez tão especiais quanto e muito mais descomplicadas. Porque escolher. Sempre achava que estas escolhas não eram feitas por ele, nem consciente nem inconscientemente. Parei que estas escolhas eram feitas por algo meio exotérico, como se sua vida fosse regida por um roteiro similar ao dos filmes. As vezes ele viajava tentando adivinhar o final, os culpados, os inocentes e a reviravolta da trama, exatamente como fazia no cinema. Porém no cinema era sempre mais fácil, porque independentemente da quantidade de imersão que ele se permitia no enredo do filme, o prazer e a dor da vida não eram comparáveis. E lidar com dor e prazer incapacitava o desprendimento que ele tinha numa poltrona no escuro.

A grande diferença entre escolher alguém em relação a escolher algo é que alguém também escolhe, diferente de uma roupa ou um prato de comida. E era com isso que ele, no fundo, não sabia lidar. Com as escolhas dos outros. Ele não podia admitir que não tinha poder sobre essas escolhas. Mas o fato de não conseguir entender suas próprias escolhas rapidamente o colocava de volta à razão de que jamais também poderia entender as escolhas dos outros.

Mais do que isso, o que o incomodava profundamente era o encadeamento que escolhas tinham. Uma dele, outra de outro, uma nova dele. Ele odiava do fundo do coração ter que escolher algo que não queria simplesmente porque a escolha de alguém o obrigou a isso.

E no fundo, no fundo o que mais o enlouquecia era saber que escolhas nunca refletem obrigatoriamente as vontades. Porque vontades e desejos são muito mais evoluídos do que as escolhas. Eles mandam e você simplesmente luta contra eles usando suas escolhas como armas de rolha tentando matar o Godzilla.

A escolha dele foi feita, contra sua vontade, contra seu desejo que berravam em sua cabeça que aquele tirinho de festim nunca iriam fazê-los calar. E ele sabia o que queria, quem queria e que no fundo queria apenas que ele fosse também uma escolha."

Júnior - Uatáfoc???

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

É, saudades...

Além de Nós
CPM 22
Composição: Wally
Eu sei...quem deu o primeiro passo foi você
Agora é questão de tempo
Quebro o seu mundo e é tudo horrível
Quebro o seu mundo, te descubro sensível

Já não nos resta(nos resta)Mais nada(mais nada)além de nós dois.

Eu sei...quem cometeu os erros foi você
E agora tudo faz sentido
Quebro o seu mundo e é tudo horrível
Quebro o seu mundo, te descubro sensível

Já não nos resta(nos resta)Mais nada(mais nada)além de nós dois

Já não me importa, o tempo perdido.
Eu sei, acho que agora me sinto mais vivo.
Talvez, sinto que hora de estarmos partindo daquí
Já não nos resta mais nada além de nós dois

Pois é... Andei passando por lá e deu saudades, muitas saudades... Mas consegui não pensar nele, nem na saudade durante a tarde. E sei que essa saudade vai durar por mais um tempo entre ida e volta. Mas escuto essa música e bem, ela descreve bem a situação. Muito bem mesmo. Só gostaria que ele se desse conta que realmente em algumas situações "nada nos resta além de nós dois..."
19:15 hs

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Matrícula de filho

É pura diversão! tirando as 3 incontáveis horas em pé, as estórias que você acaba ouvindo em uma fila de matrícula escolar são hilárias, interessantes e algumas irritantes. Sem falar das "mães" que escolhem essa hora tão "propícia" para comprar o uniforme dos filhos sem se importar com a fila quilométrica atrás delas. Pronto! Motivo para outras mães surtarem e começarem os fuxicos, suspiros e tititi. E eu para não me estressar porque era algo que não valia a pena ( Hello! eu era a mãe de número 54) só me restava rir e rezar para a bateria do meu mp3 não acabar e ficar observando. Algo que me fez pensar também. Será que sou uma mãe desligada? Porque os surtos de "mães" com os tombos, cortes, dentes caídos ou quebrados isso não me choca. Ou algo do tipo " filhinho não corre", " olha você vai cair, fulanoooooooooo!" "não vai lá que tem bicho...." E eu observando tudo isso. Não tenho esse costume, também não chamo meu filho de cinco anos de 'filhinho", chamo pelo nome, ou de "cara". Assistimos filme de terror juntos. E a filha? A filha é papo de gente grande. Segredos falados, guardados a sete chaves por ambas. Meus e dela. Mandei ser precoce?
Enquanto eu via mãe ligando pra saber o que seu respectivo "anjinho" ou "anjinha" estava fazendo em casa, eu só imaginava o que os meus estavam fazendo.
Nathália? No computador é claro. Jogando RPG ou ensaiando as coreografias de " Derbake". Sebastian? Assistindo Jetix no sofá ainda com preguiça. Pensei: " Sim, sim está tudo bem com eles." E não me senti mais uma mãe "desligada" porque quando cheguei em casa realmente estavam fazendo o que eu imaginava.
Isso me deu um certo alívio, porque percebi que não preciso controlar os passos deles. Posso e devo orientá-los sempre. Haverá tombos, cortes muitas vezes profundos, mas eu sei o que eles estarão sentindo. Sem precisar correr para o telefone. E isso me fez perceber que não sou uma mãe desligada. Mas uma mãe coruja, consciente que eles terão asas para voar. Mesmo que o bicho papão esteja atrás da cortina.
00:55 hs